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Ovos de Páscoa diferenciados conquistam clientes e garantem renda extra para empresárias de JP

A chegada da Páscoa, que vai ser comemorada no domingo (27), trouxe uma enxurrada de preços elevados dos ovos industrializados de chocolate, que foram encontrados sendo vendidos entre R$ 7,19 e R$ 259,90, segundo uma pesquisa do Procon-JP. Para fugir do preço alto, alguns consumidores estão recorrendo aos ovos de chocolate caseiro, fabricados por microempreendedores de João Pessoa e vendidos através das redes sociais. As vendas conseguem fornecer boa renda extra para os fabricantes, que lucram em tempo de crise.

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Uma dessas microempresárias é Tatiana Pedrosa, que trabalha com fabricação de ovos de chocolate caseiro há três anos. A produção dos ovos, que são ser convencionais ou de colher, é realizada na casa de Tatiana, que chega a atender cerca de 250 encomendas nos 30 dias que antecedem a Páscoa.

“Eu trabalho com ovos de Páscoa há três anos, mas tenho experiência com modelagem e alimentação desde 2006, inclusive com bolos e decoração de festas. O material utilizado na fabricação do chocolate tem pouca gordura vegetal e garante um melhor sabor. A divulgação das vendas foi toda feita através das redes sociais, como o nosso Instagram, @bolobiscuit, e o Facebook, Bolo & Biscuit”, contou Tatiana.

Para esse ano, mesmo com a crise financeira, Tatiana conseguiu superar as expectativas e vender bem mais do que planejava, tendo lucro de cerca de 60% nas vendas.

“Com a crise eu decidi relativamente manter os preços anteriores e, assim, consegui ter ótimos números nas vendas, que superaram as minhas expectativas. Esse ano eu parei de receber encomendas no dia 22. A Páscoa acabou sendo boa, tanto para quem comprou os ovos como para mim que consegui fazer boas vendas”, contou a microempresária.

Formada em gastronomia, Carol Quaresma também é uma das microempresárias que fabricam e conseguem faturar na época de Páscoa. Aos 22 anos de idade, ela trabalha com chocolate desde os 15 anos, mas resolveu fabricar ovos de Páscoa há dois anos.

“Eu comecei vendendo chocolate no colégio, aos 15 anos. Meu namorado ajudava e eu ia conseguindo dinheiro para comprar minhas coisas. Me formei em gastronomia e decidi começar a fazer ovos de chocolate. O pessoal gostou do trabalho e fui conseguindo os clientes. Nessa Páscoa estou atendendo em média 100 encomendas, sendo que a maioria foi feita através da nossa página no Instagram, a @ovosdecolherjp”, contou Carol.

A microempresária também reafirmou que o preço dos ovos de chocolate industrializado contribuiu para que cada vez mais clientes procurassem ovos caseiros, garantindo um reforço financeiro importante.

“O ano passado foi melhor, mas pelo que vi do pessoal os ovos industrializados estão muito caros. Com isso a gente consegue fazer boas vendas e tem cliente que gosta tanto do produto que ainda nos procura para mais encomendas após a Páscoa”, contou Carol Quaresma.

Economista elogia empreendedorismo

Para o economista Rodrigo Leone, a escolha por montar o próprio negócio pode ser por necessidade de complementação de renda ou pela crise financeira e de emprego no Brasil. Porém, a iniciativa é de extrema importância para a economia.

“Esses empreendedores que estão fabricando e vendendo ovos de Páscoa estão buscando uma renda alternativa, que muitas vezes vem para complementar o orçamento de casa. O segredo é aproveitar a oportunidade e conseguir fazer dessa atividade extra um negócio lucrativo e que possa se manter ativo também com outras festividades. Com esses pequenos negócios eles movimentam um setor importante da economia, que é o comércio local”, afirmou Rodrigo Leone.

Segundo o economista, a iniciativa de fabricar ovos de Páscoa em casa e iniciar um negócio próprio é bom tanto para o microempresário como para o consumidor, que passa a ter uma opção mais em conta, e muitas vezes melhor, para presentear os familiares.

“Para o consumidor qualquer tentativa de redução de gastos, nesse período em que vivemos, é válida. Não importa se o presente é de mar ou não, o que vale é que você lembrou do familiar ou do amigo e o presenteou. O que se deve fazer é respeitar o orçamento doméstico”, contou o economista.

Sebrae tem cursos para empreendedores

Principal empresa de apoio aos microempreendedores, o Sebrae-JP disponibiliza cursos de curta duração para capacitação de interessados em abrir o próprio negócio ou de melhorar um pequeno negócios já existente.

Segundo o gerente do Sebrae-JP, Edilson Azevedo, a Paraíba conta com mais de 130 mil empresas formalizadas, sendo que 60 mil delas são de microempreendedores, que são responsáveis por 56% dos empregos gerados no Estado.

“O microempreendedor também é responsável por cerca de 30% do nosso Produto Interno Bruto (PIB) no Estado. Isso impacta diretamente na economia e nos empregos. O micro e pequeno negócio são muito importantes para o Brasil e mais ainda para a Paraíba. Mesmo assim, temos uma faixa de 200 mil a 300 mil pequenos negócios ainda informais no Estado”, contou Edilson Azevedo.

No Sebrae-JP, os microempreendedores podem encontrar cursos de gestão sobre negócios, vendas, compras e planejamento. As atividades são realizadas em oficinas na sede do Sebrae.

“São oficinas com quatro horas de duração e que abrangem temas que são diretamente ligados a gestão de negócios, planejamento, execução das atividades. São oficinas que capacitam ainda mais os empreendedores. Essa capacitação é muito importante para que o pequeno negócio possa dar certo, movimentando cada vez mais nossa economia”, afirmou o gerente do Sebrae-JP.

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