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Pacientes têm dúvidas sobre doenças do Aedes e onde ter atendimento; veja como agir

O autônomo José Pereira Silvino, de 53 anos, acordou com dores nas articulações, manchas no corpo e fraqueza. Ele mora no bairro da Torre, em João Pessoa, e desconfiou que fosse alguma das doenças provocadas pelo Aedes Aegypti. Seu José preferiu ir à farmácia, comprar um medicamento e se cuidar em casa, sem procurar atendimento médico. “Para onde devo ir? UPA, Trauma, hospital… Não sei! Acho que deve ser dengue”, afirmou. Esse caso é apenas um recorte do que costuma acontecer com a maioria das pessoas que resistem em procurar unidades de saúde quando têm sintomas suspeitos de zika, chikungunya ou dengue. Conseguir saber diferenciar as doenças também não é tarefa comum.

Situação parecida ocorreu com Mariana Josefa, de 47 anos, moradora do bairro José Américo, em João Pessoa. Ela sentiu dores no corpo, inchaço e manchas, mas, diferente do seu José, preferiu ir a uma unidade pública de saúde. “O médico passou remédios e estou em casa de repouso. Já faz mais de uma semana, acho que vou voltar”, disse a senhora.

Para esclarecer essas dúvidas, o Portal Correio solicitou à Secretaria de Saúde da Paraíba orientações sobre sintomas e atendimento; acompanhe abaixo.

Sintomas

O primeiro passo para identificar o problema e saber o que fazer é diferenciar os sintomas. O Ministério da Saúde define sintomatologias da seguinte forma:

– Dengue: pessoa que viva ou tenha viajado nos últimos 14 dias para área onde esteja ocorrendo transmissão de dengue ou tenha presença de Aedes aegypti que apresente febre, usualmente entre dois e sete dias, e apresente duas ou mais das seguintes manifestações: náuseas, vômitos, exantema (erupção na pele), mialgias, artralgia (dor nas articulações), cefaleia (dor de cabeça), dor retroorbital (dor por trás dos olhos), petéquias (pontos vermelhos no corpo) ou prova do laço positiva (feita por um médico) e leucopenia (baixa na taxa de leucócitos, identificada apenas sob hemograma).

– Chikungunya: paciente com febre de início súbito, acima de 38,5°C, e artralgia ou artrite intensa de início agudo, não explicado por outras condições, sendo residente ou tendo visitado áreas endêmicas ou epidêmicas até duas semanas antes do início dos sintomas ou que tenha vínculo epidemiológico com caso confirmado.

– Zika: pacientes que apresentem exantema maculopapular pruriginoso (semelhante a bolhas), acompanhado de pelo menos dois dos seguintes sinais e sintomas: febre e/ou hiperemia conjuntival sem secreção e prurido (olho irritado e coçando) e/ou poliartralgia e/ou edema periarticular (inchaços e dores em várias articulações).

A Secretaria de Saúde lembra que a duração da doença pode variar de acordo com a resposta imunológica de cada pessoa.

A automedicação não é recomendável e pode piorar quadros ou não resolver nenhum problema.

Onde obter atendimento?

De acordo com a Secretaria de Saúde da Paraíba, pacientes que apresentarem suspeita de dengue, chikungunya e zika devem procurar a Unidade de Saúde da Família (USFs) mais próxima da sua residência. Porém se apresentem sinais de alarme (vômito, dor abdominal, sangramento ou pressão baixa) devem procurar imediatamente a rede hospitalar (hospitais municipais e regionais em qualquer lugar do estado).

Os usuários devem ter em mãos um documento de identificação (identidade/RG, cartão do SUS etc).

Quais exames são feitos e em quanto tempo há resultados?

A Saúde explica que a coleta de amostras de sangue deve ser realizadas no município e ou serviço de saúde e encaminhada ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-PB), sendo solicitada pelo médico.

O tempo médio para que o resultado fique pronto é de sete dias. No entanto, a Secretaria de Saúde do Estado destaca que mais importante do que a sorologia é a realização de um hemograma que revela a situação clínica do paciente, ou seja, sinaliza gravidade da doença ou não. Os exames são necessários para identificar a transmissão da doença no município e em casos graves e óbitos esclarecer o diagnóstico.

Na rede particular de saúde (clínicas e hospitais privados), a Saúde esclarece que todas as unidades de saúde que prestam assistência a saúde das pessoas estão habilitadas a fazer esse atendimento.

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