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Pai de criança atropelada é morto após dizer que sofria ameaças, em Campina Grande

O operador de máquinas Adriano Aleixo de Nascimento, 26 anos, foi assassinado a tiros no fim da tarde desse domingo (16), no bairro do Catolé, em Campina Grande, no Agreste do estado. A vítima era pai da criança que foi atropelada na semana passada. A Polícia Civil confirma que há relação entre o acidente e o assassinato e diz que homem foi morto três dias após comunicar que sofria ameaças.

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Adriano Aleixo foi assassinado enquanto caminhava perto de casa. Os suspeitos estavam em um carro e passaram atirando contra ele, que morreu no local. Os criminosos fugiram em alta velocidade.

Segundo o delegado Francisco de Assis, da Delegacia de Homicídios de Campina Grande, a vítima foi morta por retaliação ao acidente ocorrido na terça-feira (11), quando Rinaldo Lima da Silva Júnior, 27 anos, morreu após bater em uma criança, perder o controle do veículo e cair no Canal do Prado.

“No dia do acidente, a imprensa noticiou com base nas testemunhas, de que Rinaldo Lima morreu porque depois de atropelar a criança ele teria sido linchado por familiares da criança. Depois desse dia, os parentes do menino passaram a ser ameaçados por pessoas ligadas ao motorista que morreu no acidente. Inclusive, Adriano tinha comunicado, durante depoimento, que era ameaçado. Nós o orientamos para que procurasse a delegacia do bairro, mas, infelizmente, não deu tempo”, explicou o delegado.

O policial civil falou que um homem foi preso em flagrante por participar do homicídio. Ele seria sobrinho do motorista que morreu e teria dado as dicas dos locais e pessoas que seriam alvos. “O rapaz apontou as possíveis vítimas e disse os locais onde elas poderiam ser encontradas. Ele era sobrinho do motorista que morreu e quis vingar a morte do tio. Vai responder por participar do homicídio”, avisou Francisco de Assis. O suspeito negou participação no assassinato.

De acordo com o policial, o motorista morreu em decorrência de uma forte hemorragia provocada pelo impacto da batida. “Os exames concluíram que o corpo do motorista não tinha sinais de espancamento. Rinaldo morreu em virtude de uma hemorragia no tórax provocada pela batida no volante quando o carro caiu no canal. Mas a questão do espancamento está descartada”, disse.

Francisco de Assis revelou que no dia do atropelamento da criança, Rinaldo Lima dirigia embriagado e sem o cinto de segurança. “Rinaldo estava alcoolizado, atropelou o menino, não socorreu a vítima e saiu com o carro desgovernado. Ele ainda bateu em um mototaxista, saiu na contramão, ultrapassou um carro e parou ao cair no Canal do Prado”, comentou.

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