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Paixão

Há mais de trinta anos decidimos dar sequência ao sonho de Teotônio Neto – uma realidade, aliás, que já dura 62 anos.

Era para ser uma decisão meramente empresarial. Mas, confesso, foi muito mais que isso. Pois ao fazê-lo abracei uma paixão desenvolvida, nutrida e embalada desde a infância.

Ler jornal é um hábito de vida. Uma cultura de família.

Na casa do Doutor René, o café se tomava com jornal. Podia até faltar o café, o jornal nunca.

E é por isso que recebi com tanto entusiasmo a missão de levar adiante o valor intangível do Jornal Correio.

Muitas mudanças ocorreram de Teotônio para cá. O Sistema Correio, aliás, materializa esse fenômeno com seu leque amplo de veículos (televisões, rádios, revista, portais).

As transformações e o tempo, porém, não aplacaram minha paixão. Mais de três décadas depois, esse sentimento ainda me contagia. E sei que não estou sozinho.

Constatei isso, com muito contentamento, nestas últimas duas semanas. Ao longo de quinze dias, praticamente dei a volta ao mundo. E por onde passei, ele estava lá – nas recepções e apartamentos dos hotéis, nas salas vips e entradas dos aviões, nas bancas de revista e esquinas do planeta.

Obviamente, o jornal impresso tem hoje muita companhia. Não reina mais absoluto.

As notícias jorram de múltiplas plataformas tecnológicas. Inundam dispositivos móveis.

Mas a despeito de tudo o que a tecnologia acrescentou à comunicação, o jornal mantém (aqui e alhures) uma legião de leitores sequiosos, dispostos a começar o dia com as notícias em suas mãos.

Sou um deles.

Fazemos isso pela paixão. E principalmente pela credibilidade.

Proponho um teste: o bip de seu celular avisa que chegou nova postagem. Nela, informam que o Banco Central acaba de aumentar a taxa de juros.

Pergunta: você tomaria decisão empresarial com base apenas nesta informação?

E se ao invés de uma postagem desconhecida, essa informação estivesse nas páginas de um jornal?

A verdade é que, das mil notícias que pipocam nas redes sociais, o que a gente leva para casa tem que ser chancelado por um veículo de credibilidade.

E empresas de comunicação que desfrutam deste prestígio têm jornais impressos – colocam nas ruas, todos os dias, as versões apuradas, contraditadas e consolidadas dos fatos.

Essa assinatura, esse carimbo muda tudo.

E faz – em meio a tanta novidade – o pulso continuar a pulsar nas rotativas.

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