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PB registra taxa de desemprego maior que média nacional

Uma pesquisa do Laboratório de Inteligência Artificial e Macroeconomia Computacional (Labimec) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) apontou que a taxa de desemprego no estado subiu para 16,8% terceiro trimestre de 2020. No primeiro trimestre, o número era 13,8% e, no final de 2019, 12%.

O levantamento analisa os impactos da pandemia do novo coronavírus para o emprego no Brasil. Conforme o estudo, os estados do Nordeste foram os mais afetados pelo desemprego. Os números da Paraíba no terceiro semestre superaram a média nacional, 14,6%, e se aproximou da média regional, 17,9%.

Segundo o coordenador do Labimec, Cássio Besarria, esses trabalhadores sem emprego são provenientes principalmente do setor informal. No entanto, um número cada vez menor de pessoas está buscando o seguro-desemprego, o que pode ser um indicador de retomada da economia, de acordo com Besarria. Na série histórica da pandemia, o mês de maio foi o de maior quantidade de requerimentos desse seguro na Paraíba, com 10.515 pedidos.

Auxílio emergencial

O pagamento do auxílio-emergencial pelo governo brasileiro, com um impacto positivo na renda média das famílias paraibanas, é uma possível justificativa para outro ponto do estudo da equipe de pesquisadores da UFPB, que também identificou um aumento no rendimento médio real no Brasil e no Nordeste.

Na Paraíba, no mês de setembro, 56,7% dos domicílios receberam o auxílio, com um valor médio de R$ 927, acima da estatística nacional, em que 43,6% dos domicílios brasileiros foram contemplados com o auxílio, com valor médio de R$ 894.

Já a análise relativa à participação no mercado de trabalho indica que, no segundo trimestre de 2020, o trabalho informal diminuiu de 65,5% para 60,4%, comparado ao mesmo período de 2019.

De acordo com o pesquisador, esta diminuição ocorreu, possivelmente, porque esse trabalhadores informais tiveram que interromper suas atividades em virtude do distanciamento social.

“É muito possível que a taxa de informalidade não tenha crescido tanto porque as pessoas deixaram de estar nas ruas e passaram a receber o auxílio-emergencial. Isso não quer dizer que o número de empregos esteja crescendo”, alerta Cássio Besarria.

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