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Papel da Capital

Centro econômico e político de uma região metropolitana, João Pessoa não pode e não deve se isolar em si mesma. Por uma questão estratégica e logística, sua gestão precisa dialogar e interagir com os municípios integrantes desse conglomerado urbano tão cheio de desafios e problemas a resolver.

Cabedelo, Bayeux, Santa Rita e Conde, só pra citar os mais próximos, são extensões da capital paraibana. Negócios, empregos e trânsito entre essas cidades e João Pessoa estão na rotina. Por isso, o planejamento e as políticas públicas do centro desse pólo devem estabelecer links com os referidos municípios.

A questão central passa pela responsabilidade política de contribuição para o desenvolvimento equilibrado e sustentável dessas cidades do entorno. O que se vê hoje é uma João Pessoa bem posicionada no seu progresso e os arredores patinando em questões básicas e fundamentais.

Enquanto a Capital arrota emprego e se estrutura, os municípios na sua volta não acompanham esse ritmo, a maioria – diga-se de passagem – pelo histórico continuado de gestões sofríveis e medíocres. O que se vê imperar é o subdesenvolvimento, a julgar pelas potencialidades, e a pobreza espalhada nas periferias de bairros miseráveis.

Cabedelo, Bayeux, Santa Rita e Conde mais parecem cidades interioranas, a começar pela própria auto-estima rebaixada em conseqüência do desencanto da população com seguidas administrações de pífios resultados, mesmo contando com notável volume de recursos próprios e transferências voluntárias.

No turismo, por exemplo, a integração entre João Pessoa, Cabedelo e Conde é imprescindível. Não adianta dotar a Capital de treinamento e qualificação sem a inclusão das demais cidades diretamente vinculadas à exploração do nosso Litoral. Em resumo: Pra navegar mais longe, João Pessoa não pode ser uma ilha.

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