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Paraíba está entre os 10 estados com pior IDHM, diz levantamento

A Paraíba está entre os 10 estados brasileiros com piores colocações no ranking do Radar do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). Levantamento divulgado nessa terça-feira (22), mostrou que a Paraíba ficou na 22ª posição, com índice 0,701. A pesquisa é relativa ao período entre 2010 e 2014.

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Apesar de ter ficado à frente apenas de mais cinco estados (Sergipe, Maranhão, Piauí, Pará e Alagoas), a marca da Paraíba é considerado alta. O índice varia de 0 a 1 e, quanto mais próximo 1, melhor é considerado o resultado.

No levantamento anterior, a Paraíba estava com 0,658 e figurava entre estados com desenvolvimento médio, na 23ª posição do ranking.

Brasil

Os principais indicadores socioeconômicos de desenvolvimento humano no Brasil registraram tendência de crescimento, apesar dos primeiros sinais de desaceleração e estagnação da economia a partir de 2010.

No entanto, o Radar, elaborado a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), revela que enquanto o indicador de renda dos brasileiros cresceu a taxas anuais superiores ao último período intercensitário (2000 a 2010), os dados de longevidade e educação apresentaram taxas de crescimento inferiores.

Segundo o levantamento, de 2011 a 2014, o IDHM do Brasil teve crescimento contínuo a uma taxa média anual de 1%, inferior à observada entre 2000 e 2010, que foi de 1,7%. Todas as três dimensões que compõem o IDHM – educação, renda e longevidade – apresentaram crescimento contínuo no período 2011-2014.

O subíndice referente à dimensão educação cresceu a uma taxa anual de 1,5%, superior à do IDHM, do mesmo modo que o subíndice de renda, com crescimento anual de 1,1%. Já o subíndice de longevidade evoluiu a uma taxa de 0,6% por ano.

“Tanto no caso do IDHM, quanto dos subíndices de educação e longevidade, a taxa média de crescimento anual no período 2011-2014 foi inferior à observada no período 2000-2010. Apenas no caso do subíndice de renda ocorreu o inverso e a taxa média de crescimento anual foi maior no período 2011-2014”.

De acordo com o levantamento, elaborado pelo Pnud em parceria com a Fundação João Pinheiro e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o crescimento do IDHM do país, apesar do cenário econômico adverso no pós 2010, é reflexo da “robustez” da rede de proteção social existente no país.

“O leve avanço do IDHM no início da década de 2010 pode estar relacionado com a natureza dos dados considerados, que propositadamente têm sensibilidade diferente ao desempenho da economia, e com a rede de proteção social existente no país. Dessa forma, a população brasileira não sofreu grandes impactos no período devido à robustez dos programas sociais, que ofereceram apoio em dimensões básicas da vida humana, como saúde, educação e renda”, afirma o levantamento.

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