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Paraíba registra mais de 12 mil demissões em janeiro

Estado foi uma das três unidades da federação que registraram saldo negativo na geração de empregos no período
Campina Grande
Foto: Imagem ilustrativa/Marcello Casal/Agência Brasil

A Paraíba registrou saldo negativo na geração de empregos formais em janeiro deste ano, conforme dados divulgados nesta terça-feira (16) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia. Foram registradas 11.857 admissões e 12.031 demissões, o que representa uma variação negativa de 0,04%.

Os setores de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-1.263 vagas) e indústria geral (-754 vagas) registraram as maiores perdas no período, enquanto as áreas de construção (585 vagas), comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (468) e serviços (790) foram as que geraram novas vagas com carteira assinada.

No período de 12 meses (fevereiro de 2020 a janeiro de 2021), o saldo é positivo, com 7.021 empregos com carteira assinada criados, representando uma variação relativa de 1,71%, resultante da diferença entre 131.735 admissões e 124.714 demissões.

Brasil

O país fechou janeiro com um saldo de 260.353 empregos formais. O saldo é o melhor da série histórica para o mês de janeiro e é resultado de 1.527.083 admissões e 1.266.730 desligamentos. O número também é maior do que o registrado em dezembro de 2020, quando a geração de empregos ficou em 142.690 postos de trabalho.

Com isso, o estoque de empregos formais no país chegou a 39.623.321 vínculos, o que representa uma variação de 0,66% em relação ao estoque do mês anterior.

Setores

Os números mostram que, no mês de janeiro, todos os grupamentos de atividades econômicas apresentaram saldo positivo, com destaque para o setor da Indústria, com a geração de 90.431 novos postos de trabalho formais. Na sequência vem o setor de Serviços que apresentou o segundo melhor saldo, com 83.686 empregos formais. A maioria deles registrado nos grupamentos de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas”, com 55.896; e Administração Pública, Defesa e Seguridade Social, Educação, Saúde Humana e Serviços Sociais”, com 18.353.

O terceiro maior crescimento do emprego formal ficou com o setor da Construção, com saldo de 43.498 postos de trabalho formais, principalmente na subclasse Construção de Edifícios, com saldo de 16.636 postos. Ainda de acordo com os dados, a Agropecuária também apresentou saldo positivo de 32.986, principalmente nas subclasses Cultivo de Maçã (12.222) e Cultivo de Soja (9.194).

Setor mais atingido pelos efeitos da pandemia do novo coronavírus, o Comércio registrou, em janeiro, um saldo positivo, de 9.848 postos de trabalho. Os destaques ficaram por conta das subclasses Comércio a Varejo de Peças e Acessórios Novos para Veículos Automotores (3.506) e Comércio Varejista de Materiais de Construção em Geral (3.055).

Estados

De acordo com o Caged, no mês de janeiro de 2021, além da Paraíba, outros dois estados registraram saldo negativo na geração de empregos – Alagoas, com menos 198 empregos (-0,06) e Rio de Janeiro, com saldo negativo de 44 empregos (-0,00).

Entre os estados que mais geraram vagas, o destaque fica com São Paulo, com 75.203 novos postos. Santa Catarina, com 32.077, e Rio Grande do Sul, com 27.168, foram outros estados com maior geração de empregos formais.

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