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Parlamentares PB criticam cortes do governo e s?o contra CPMF

No que depender dos parlamentares da Paraíba, as medidas fiscais anunciadas pelo governo federal nessa segunda-feira (14), de R$ 64,9 bilhões para garantir um superávit primário de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016, não passarão no Congresso Federal. Pelo menos um terço da bancada federal paraibana criticaram as ações divulgadas pelos ministros da presidente Dilma Rousseff (PT) e anteciparam que votaram contra a recriação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras).

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Entre os deputados federais da Paraíba, tanto os da oposição ao governo na Câmara, quanto os da situação, acharam ineficientes as medidas apresentadas ontem e foram taxativos ao afirmar que votarão contra aumentos de impostos. Entre as medidas estão o congelamento dos salários dos servidores federais até agosto de 2016, a suspensão de concursos públicos e redução do financiamento do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’.

O deputado Rômulo Gouveia (PSD) avaliou como equivocada a decisão do governo de aumentar impostos. Para ele, faltou o Executivo “fazer o dever de casa” e cortar de forma “significativa” gastos com a redução de ministérios e cargos de confiança. “Acho um equivoco. Não diria nem que foi cortes. Acho que foi aumento de impostos. Os servidores já são muito penalizados. Os salários já esta congelado há muito tempo. Isso não é medida. O que o governo tem que fazer é reduzir ministros, reduzir cargos. Tem que fazer o dever de casa”, criticou.

O deputado antecipou que votará contra o retorno da CPMF. “A CPMF mexe com os pequenos, que pagam igual aos grandes. Não voto pela volta e acho que essa é a leitura do congresso todo. Pelo que tenho conversado com os deputados, essa medida não passa na Câmara”, disse.

O deputado Manoel Júnior (PMDB) destacou que o governo tenta recuperar o ajuste das contas, mas criticou a demora para apresentar soluções para crise financeira. “Eu acho que é uma tentativa do governo tentar recuperar o que já devia ter feito. A gravidade da crise todo mundo já conhece. O governo já poderia ter anunciado os cortes há três meses. Apresentado ações concretas de redução de despesas. A crise é resultado do descontrole dos gastos. Ou seja, o governo gasta mais que arrecada”, avaliou.

O peemedebista acredita ser prudente a suspensão da realização de concursos públicos em 2016, já que, aumenta a folha de pessoal, mas também é contra a criação de novos tributos. “Sou contra o aumento de carga tributaria em derretimento do que o governo pode cortar. Para aumentar a carga tributária deve ter uma justificativa possível. A princípio eu sou contra a volta do CPMF, pois o contribuinte não pode ficar pagando essa conta”, declarou.

O deputado Benjamin Maranhão (SD), da bancada de oposição, afirmou é necessário uma reforma tributária para conseguir resolver os problemas econômicos do país e considerou como “remendos” ineficientes as medidas apresentadas pelo governo. “Foram medidas ruins para os brasileiros. Os servidores já estavam com os reajustes congelados há muito tempo. Também é muito ruim o adiamento dos concursos públicos. Mas o pior foi aumento dos impostos. Votarei totalmente contra ao aumento de tributos. O país precisa de uma ampla reforma tributária, mas o governo fica fazendo remendo, o que não resolve. As medidas são tímidas diante das contas públicas”, destacou.

O deputado federal Efraim Filho (DEM) lamentou a intenção do governo de suspender os concursos “Hoje só falamos em ajuste fiscal porque houve desajuste, gastaram mais do que arrecadaram, arrombaram as contas públicas e agora quem sofre é a população e os estudantes que estavam em busca de uma carreira pública estável”, criticou. Ele disse que votará contra a suspensão.

Para o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) os cortes anunciados são consequência da “irresponsabilidade” da gestão petista. “Não se pode simplesmente tentar passar a conta do desequilíbrio provocado pelo governo da presidente Dilma à população, que já está sacrificada e sufocada e que não aguenta mais pagar impostos”, disse.

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