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Patrulhamento das Forças Armadas no Rio terá 9 mil militares

O policiamento das Forças Armadas na região metropolitana do Rio de Janeiro contará com 9 mil homens e será empregado em missões definidas com o objetivo de liberar efetivo da Polícia Militar (PM). As informações foram anunciadas na manhã desta terça-feira (14) pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, que afirmou que a ação tem caráter preventivo.

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“Não existe nenhum descontrole, não existe nenhuma insusficiência de meios e capacidade ou indisponibilidade dos recursos dos órgãos de segurança pública para a manutenção da lei e da ordem [no Rio]. Diferentemente do que se passou e vem se passando em alguma medida no Espírito Santo, não há descontrole, não há desordem”, destacou o ministro.

A atuação das Forças Armadas foi autorizada pelo presidente Michel Temer em decreto publicado hoje (14) no Diário Oficial da União. O governador Luiz Fernando Pezão havia solicitado o emprego das Forças Armadas até o dia 5 de março, mas a operação inicialmente vai durar até 22 de fevereiro. Segundo o ministro, o prazo é padrão, e a continuidade da operação após esse período será reavaliada.

A operação começa hoje (14). Militares da 1ª Divisão do Exército vão patrulhar a Via Transolímpica e pontos da Avenida Brasil próximos a Deodoro, além da orla de Niterói e praças de São Gonçalo. Fuzileiros navais vão atuar em bairros da zona sul e centro do Rio, do Leblon ao Caju.

Segundo os militares presentes na divulgação da operação, não foi solicitado o patrulhamento de favelas. O ministro da Defesa acrescentou que os protestos na região da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) já vêm sendo cobertos pela PM e pela Força Nacional. “As Forças Armadas estarão em terceira linha, portanto em reserva, para qualquer eventualidade que se faça necessária”, disse Jungmann.

Com o patrulhamento das áreas definidas, o ministro acredita que a Polícia Militar vai ter seu contingente liberado para cobrir as manifestações e atender a outras necessidades da região.

“Nossa presença se dá para liberar efetivos da Polícia Militar para necessidades decorrentes de manifestações, como também de uma sobrecarga que existe por conta dos turnos que estão sendo realizados pela polícia.”

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