A pesca artesanal do marisco na Paraíba sustenta uma população de aproximadamente mil pessoas, no Litoral do Estado, segundo estimativa da Superintendência Federal da Pesca e da Aquicultura da Paraíba. Mas, da forma como está sendo feita, ameaça o berçário da vida marinha do Estado, onde espécies vivem, reproduzem e se alimentam.
A atividade é desgastante, feita em sua maioria por mulheres, e gera um ônus ao meio ambiente: o descarte das cascas. Depois de retirada a carne, sobra a concha, que se acumula às toneladas nos quintais dos ribeirinhos, muitas vezes assoreando o mangue.
Esse problema é mais acentuado na comunidade de pescadores do Renascer III, em Cabedelo, no estuário do Rio Paraíba, onde montanhas de mais de três metros de cascas se acumulam e já avançaram cerca de 15 metros para o mangue, nos últimos 30 anos.
Esse material é rico em carbonato de cálcio e poderia ser usado como matéria-prima na construção civil (na fabricação de tijolos ecológicos), na agricultura (para preparação do solo), como um produto natural para corrigir o PH da água, ou até para pavimentar ruas. Existem algumas iniciativas de aproveitamento das conchas no Estado, mas todas também ‘artesanais’ e não resolvem as ‘montanhas’ do problema.
Leia a matéria completa na edição deste domingo (18) do jornal Correio da Paraíba.