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Pesquisa da UEPB investiga como variações genéticas podem alternar atividade cerebral

O projeto “Genética do Sertão”, desenvolvido pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e coordenado pela professora Silvana Santos, continua avançando suas atividades no município de Brejo dos Santos (PB). Durante as duas últimas semanas, a cidade recebeu a visita dos neurocientistas americanos da Universidade do Texas, Raymond Cho e Christopher Walker, que realizaram exames de eletroencefalograma (EEG) com o objetivo de identificar diferenças no funcionamento cognitivo e atividade cerebral dos participantes, bem como sua associação com a variação genética já identificada na pesquisa.

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Os pesquisadores estão tentando entender as diferenças na atividade cerebral de pessoas que possuem alterações genéticas no gene chamado IMPA1, responsável pela produção de uma enzima que atua na biotransformação inositol trifosfato e diacilglicerol. Além disso, a enzima IMPA1 vem sendo muito estudada para tentar entender a fisiopatologia do transtorno bipolar, tendo em vista que o produto desse gene é inibido pelo lítio, principal medicamento utilizado no tratamento da bipolaridade.

De acordo com a professora Silvana Santos, a realização do exame feito nas pessoas atendidas pelo projeto corresponde a uma técnica usada para obtenção da atividade elétrica do cérebro, a partir de eletrodos posicionados no couro cabeludo. “Com as medições por EEG é possível obter uma visão sobre a atividade elétrica gerada nas células do cérebro enquanto os participantes executam tarefas cognitivas”, explicou. Ela ainda acrescentou que as informações obtidas a partir deste estudo podem ajudar na compreensão da deficiência intelectual e sua associação com transtornos psiquiátricos, os quais podem estar associados ao metabolismo do inositol.

O estudo foi realizado integralmente em Brejo dos Santos, contando com o apoio da Prefeitura Municipal e da Secretaria de Saúde do município. Todo o aparato e procedimentos relacionados ao EEG foram trazidos dos Estados Unidos por Raymond Cho, diretor do laboratório de Neurociência Cognitiva e Clínica da Universidade do Texas. A equipe do projeto contou com a participação da pós-doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da UEPB, Thalita Figueiredo; do geneticista da USP, Uirá Souto Melo, além dos neurologistas André Pessoa da Universidade Estadual do Ceará (UECE) e Paulo Ribeiro Nóbrega da Universidade Federal do Ceará.

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