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Pílula do dia seguinte: entenda a eficiência da pílula

Especialista do Unipê apresenta efeitos esperados do uso do contraceptivo de emergência

A pílula do dia seguinte é um dos grandes avanços medicinais quando se fala em contraceptivos. A despeito do que muitas pessoas pensam, o medicamento não causa aborto, mas previne a concepção. Em geral, os motivos para o seu uso se ligam a falhas em métodos regulares, como quando a camisinha rompe e ou se esquece de tomar anticoncepcional, além dos casos violência sexual.

Nesse sentido, o Ministério da Saúde brasileiro classifica o medicamento como Anticoncepção de Emergência, o que derruba a hipótese de que pode causar aborto. A médica ginecologista, obstetra e Profa. Ma. Andréa Larissa Ribeiro Pires, do curso de Medicina do Unipê, afirma que o método é seguro para a saúde de quem utiliza. A pílula, se usada logo em seguida da relação sexual desprotegida, tende a ser eficiente.

“Depois de 24 horas, a eficácia é de 88% e depois vai reduzindo. E só está indicada para usar até 72 horas após essa relação sexual. A pessoa pode tomar um ou dois comprimidos, o efeito é o mesmo: a dose de hormônio é igual, se somarmos a dose dos dois comprimidos. Mas, hoje nós recomendamos o uso das pílulas com um comprimido, para que a mulher não esqueça de tomar a segunda dose”, lembra Andréa.

Em média, o efeito da pílula dura 48 horas, perdendo a grande porção de sua eficácia após esse período. E o jeito de saber se teve o efeito esperado é só um: aguardar a próxima menstruação. “Não há outro método que possa ser utilizado”, frisa a ginecologista.

Quanto a interações medicamentosas, alguns medicamentos para convulsão podem cortar o efeito da pílula. Ainda, é bom observar se a mulher vomitar após tomar a pílula, pois a mesma não foi absorvida, sendo recomendado tomar outro comprimido.

Efeitos

Segundo Andréa, a pílula do dia seguinte promove uma alteração química no organismo feminino, impedindo a movimentação do espermatozoide ao encontro do óvulo. Além disso, provoca o espessamento do muco cervical, o que diminui a sobrevivência do espermatozoide no corpo da mulher.

E sim, é possível haver efeitos indesejados por quem toma o medicamento. “Como se trata de um hormônio, o seu uso pode causar náuseas, vômitos, sensibilidade mamária, sangramento, dor de cabeça. Porém, na prática, vemos uma boa aceitação”, assegura Andréa.

Caso a pessoa já faça uso de anticoncepcional de maneira adequada, é importante saber que tomar a pílula do dia seguinte não se faz necessária. Do contrário, pode ter os efeitos colaterais relatados pela especialista de forma mais intensa. Inclusive não é recomendado o uso frequente da pílula, pois há risco de falha. “Como o nome diz, é um método de emergência e não para uso de rotina”, aponta.

“O risco de gravidez com o uso da pílula do dia seguinte é de 5%, se for tomada até 24 horas após a relação sexual desprotegida. Somente depois deste prazo é que a falha aumenta”, conclui a ginecologista.

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