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Plano Novo Normal: 89% das cidades seguem com mobilidade reduzida para evitar contágio pelo coronavírus

Classificação indica necessidade de redução de mobilidade da população em prevenção à disseminação do novo coronavírus
18ª avaliação do Plano Novo Normal da Paraíba (Foto: Divulgação)

A 18ª avaliação do Plano Novo Normal Paraíba, que passa a vigorar a partir desta segunda-feira (8), colocou 198 municípios paraibanos em bandeira amarela. A classificação indica necessidade de redução de mobilidade da população em prevenção à disseminação do novo coronavírus. O documento atribuiu bandeira laranja, de mobilidade restrita, a 22 municípios. Apenas Mogeiro, Natuba e Baía da Traição receberam bandeira verde, que indica nível normal. Não há municípios na bandeira vermelha, pior cenário na escala do plano.

Em comparação com a avaliação anterior, nove municípios registraram pioras em suas classificações, sendo 3 transições de verde para amarela e seis transições de amarela para laranja. Além disso, três municípios saíram da bandeira laranja e foram para a amarela.

“As transições para bandeira laranja (possível piora da classificação) devem ser acompanhadas com ainda mais atenção e cautela pelas autoridades sanitárias locais, para que se evite um agravamento ainda maior na disseminação da Covid-19 em seus territórios”, observa o secretário executivo de Gestão de Rede de Unidades de Saúde, Daniel Beltrammi.

O secretário reforça que entre os dias 12 e 17 de fevereiro de 2021 haverá suspensão do ponto facultativo nos serviços públicos estaduais, bem como limitação do funcionamento de bares e restaurantes até as 23h, sendo possível que sigam funcionando após este horário apenas para atividades de delivery e take away. Essas medidas visam atenuar os efeitos negativos vinculados ao alto potencial para geração de aglomerações das festividades carnavalescas, cuja realização está vedada pela autoridade sanitária estadual e pelo Governo do Estado da Paraíba.

“Os esforços para que se contenham as evoluções da situação pandêmica para pior devem ser mantidos e dependem da decisão de cada uma das pessoas em seguir protegendo suas vidas por meio dos métodos e comportamentos reconhecidamente efetivos para conter a disseminação do novo coronavírus. Neste contexto é fundamental destacar que a temporada de verão no litoral e balneários paraibanos, bem como o período de carnaval que se aproxima merecem máximo empenho de todas as paraibanas e paraibanos no sentido de seguirem usando máscaras com frequência, não se aglomerar, ou seja, conviver apenas com seu núcleo familiar básico (pessoas que residem no mesmo domicílio), além de manter boa higiene das mãos”, orienta.

Vacinação

A Paraíba já iniciou a vacinação para a Covid-19 e, até esse sábado (6), era o 9º estado da Federação com maior registro de doses aplicadas, segundo informações da autoridade sanitária federal.

“Uma vez vacinadas, paraibanas e paraibanos devem continuar seguindo rigorosamente as recomendações quanto à proteção individual e coletiva. Será o uso contínuo das máscaras, a manutenção do correto distanciamento social e a lavagem frequente das mãos que evitarão a disseminação do novo coronavírus para as pessoas que ainda não foram vacinadas, posto que o vírus ainda pode ser transportado por pessoas já vacinadas”, recomenda Daniel Beltrammi.

Inquérito sorológico

Relatório final do inquérito sorológico realizado na Paraíba constatou que 10% da população paraibana foi infectada pelo novo coronavírus. Isto representa um pouco mais de 400.000 pessoas, número ao menos duas vezes maior que os casos identificados — 197.460, até o sábado (6) — pelos exames laboratoriais realizados para o diagnóstico da doença em todo estado.

Predomina o sexo feminino (11,2%) em detrimento do sexo masculino (8,7%), muito em função da elevada exposição domiciliar das mulheres à circulação viral propiciada pela força de trabalho masculina, com tendência de assumir comportamentos de risco, como o não uso de máscaras, de forma mais frequente.

Entre as diversas faixas etárias predominou a de 0 aos 11 anos (16,4%), seguida pela faixa entre 50 a 59 anos (10,7%), população também mais exposta aos contatos domiciliares propiciados pelas faixas etárias mais jovens e mais expostas aos ambientes de múltiplas relações interpessoais diárias, e logo de maior risco. A cidade de João Pessoa e a 1ª Macrorregião de Saúde apresentaram nesta ordem as maiores prevalências para a Covid-19 no estado, 13,3% e 15,2%, respectivamente.

“A chegada das vacinas representa uma importante ferramenta para combatermos este inimigo invisível, mas não pode ser motivo para que abandonemos outras 15 medidas protetivas fundamentais como o uso de máscaras, manutenção do distanciamento social e lavagem das mãos. Não é tempo para aglomerações em festas, celebrações, almoços e jantares, mesmo que ao ar livre durante o verão. Os riscos de contágio pela Covid-19 seguem elevados em toda Paraíba. É tempo de cuidado e autoproteção! Lembramos que o carnaval se aproxima e que teremos que ter um firme propósito para seguirmos nos protegendo”, conclui o secretário Daniel Beltrammi.

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