PM expulsa policiais suspeitos de extorsão e ameaça de morte, na Paraíba

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Quatro policiais militares foram excluídos da corporação por prática de extorsão e de liberação irregular, mediante propina, de motos apreendidas. Os policiais, sendo três cabos e um soldado, atuavam nas áreas do 2º Batalhão da Polícia Militar, em Campina Grande, e do 4º Batalhão da PM, em Guarabira. As exclusões ocorreram em fevereiro, mas só foram publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE), a partir da página quatro, nesta quarta-feira (8).


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Segundo o DOE, uma das exclusões foi contra um cabo da PM lotado na 7ª Companhia Independente da Polícia Militar, pertencente ao 4º BPM.

O cabo foi excluído por negociar a liberação de duas motos apreendidas pela PM após a prática de racha. Em 2007, o policial recebeu R$ 100 pela liberação das motos e as retirou, sem autorização, da delegacia. O crime foi constatado posteriormente após denúncia, que resultou na punição.

Já na área do 2º BPM, foram excluídos um cabo e um soldado apontados com ‘ótimo’ comportamento, mas que foram flagrados praticando extorsão.

Segundo o DOE, em 2009, os dois policiais abordaram um homem que portava uma espingarda calibre 12 e cobraram R$ 2 mil para não realizar o flagrante.

Sem todo o dinheiro, o portador da arma sacou R$ 800 e entregou aos policiais, que tentaram forçar a vítima a contrair empréstimo de R$ 1,2 mil para complementar o valor, mas não conseguiram.

Com isso, os dois policiais chegaram a ameaçar a vítima de morte caso o dinheiro não fosse entregue. Denunciados pela vítima, os policiais foram presos em flagrante e condenados a quatro anos de prisão. O processo também culminou com a exclusão da PM.

Ainda na área do 2º BPM, no ano de 2009, um cabo da PM, que esteve envolvido em uma operação para recuperação de uma moto roubada, exigiu que a vítima, além de receber a moto, pagasse R$ 300 como ‘gratificação’ pela recuperação da moto.

A vítima chegou a pagar R$ 150 e resolveu denunciar o policial, que, posteriormente, foi condenado a quatro anos de prisão. O processo também culminou com a exclusão da PM.

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