A chamada PEC da blindagem, que buscava impor limites às investigações contra parlamentares e estabelecer regras mais rígidas para sua prisão, acabou não avançando na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (27). O texto, relatado por Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), gerou forte resistência entre partidos e foi criticado por entidades da sociedade civil, que apontam risco de redução da transparência e de enfraquecimento da fiscalização sobre o Legislativo. Defensores, por outro lado, alegam que a medida seria uma forma de garantir maior autonomia do Congresso diante do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação é da Folha de S. Paulo.
Apesar da pressão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que defendeu a proposta como prioridade para assegurar a independência parlamentar, não houve consenso entre as bancadas. A votação exigiria 308 votos favoráveis em dois turnos, mas líderes avaliaram que não havia apoio suficiente para aprovar a PEC. As negociações se estenderam até a noite, com reuniões de última hora na residência de Motta, mas os debates tensos resultaram no adiamento da análise, agora prevista para a próxima semana.