João Pessoa, 18 de agosto de 2026
Lula critica vazamento de conversa sobre TikTok com Xi Jinping e defende Janja
14 de maio de 2025 10:19
Victor Paiva Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou forte irritação nesta terça-feira (13) com o vazamento de uma conversa considerada confidencial durante um jantar com o presidente da China, Xi Jinping. O episódio envolve uma pergunta feita sobre o TikTok, que gerou polêmica após a divulgação de que a primeira-dama, Janja da Silva, teria sido a responsável por abordar o tema.

Lula rechaçou essa versão, afirmou que ele próprio levantou a questão com o líder chinês e criticou duramente a divulgação da conversa.

“O que acho estranho é como essa pergunta chegou à imprensa, porque estavam só meus ministros lá, o Alcolumbre e o Elmar. Alguém teve a pachorra de ligar para alguém e contar uma conversa que aconteceu em um jantar que era algo muito pessoal e confidencial.”

O presidente também saiu em defesa de Janja, destacando que ela tem pleno domínio sobre o assunto e que sua participação foi complementar. “O fato de a minha mulher pedir a palavra é porque a minha mulher não é cidadã de segunda classe. Ela entende mais de rede digital do que eu e resolveu falar”, declarou.

Segundo Lula, a iniciativa de abordar a questão das redes sociais e do TikTok partiu dele. “Eu que fiz a pergunta, não foi a Janja. Perguntei ao companheiro Xi Jinping se era possível ele enviar alguém da confiança dele para a gente discutir a questão digital e, sobretudo, o TikTok. E aí a Janja pediu a palavra para explicar o que estava acontecendo no Brasil, sobretudo contra as mulheres e contra as crianças. Foi só isso”, frisou.

Ainda durante a reunião com ministros, o presidente reforçou a gravidade do vazamento. “Era uma coisa muito, mas muito confidencial. E alguém teve a irresponsabilidade de repassar isso”, criticou.

Por fim, Lula aproveitou o episódio para retomar o debate sobre a regulação das redes sociais no Brasil, bandeira que seu governo tem defendido com veemência: “Não é possível continuar com redes digitais cometendo os absurdos que cometem, sem que a gente tenha capacidade de regulamentação”, concluiu.

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