O presidente do PL na Paraíba e ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou em entrevista ao programa Correio Debate, da 98 FM, que o partido poderá apoiar a candidatura de Nabor Wanderley ao Senado Federal, mas condicionou o apoio à postura do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota (Republicanos), em relação à anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“O presidente da Câmara dos Deputados, o deputado Hugo Mota, aprove na Câmara dos Deputados a anistia ampla e irrestrita ao presidente Bolsonaro, reabilitando Bolsonaro para a disputa das eleições de 2026. Então, se houver essa condição, o grupo político dele naturalmente é bem-vindo para o nosso bloco, que é um bloco de oposição a tudo que está acontecendo na Paraíba. Fora disso, é difícil qualquer tipo de aliança”, declarou Queiroga.
A declaração do ex-ministro foi interpretada nos bastidores como uma sinalização clara de que o PL pretende usar o tema da anistia como critério de alinhamento político no Estado.
Durante a entrevista, Queiroga destacou ainda que não manteve conversas diretas com Hugo Mota nem com Nabor Wanderley sobre o assunto. Segundo ele, a relação pessoal com o presidente da Câmara é boa, mas o alinhamento político é distinto.
“Eu tenho uma boa relação pessoal com Hugo, mas a questão política é outra. Nas eleições municipais, ele esteve com Cícero Lucena, e o Republicanos mantém uma posição ambígua, já que parte dos seus vereadores está com o prefeito. Além disso, Hugo integra a base de apoio de João Azevêdo, o que precisa ficar claro”, afirmou.