O conselheiro Nominando Diniz formalizou, na sexta-feira (21), o pedido de aposentadoria antecipada do Tribunal de Contas da Paraíba. A informação foi confirmada pelo próprio conselheiro, que, pelas regras atuais, poderia permanecer no cargo até 2028.
Segundo Nominando, a decisão não tem qualquer motivação política. “Eu não tenho mais pretensão política. A minha saída tem um único objetivo: cuidar dos bens da família. O tempo está passando e é preciso deixar tudo isso bem resolvido”, afirmou.
O conselheiro explicou que, apesar de o inventário familiar existir desde 2001, a dedicação integral ao Tribunal impediu que ele tratasse dessas questões com a atenção necessária. “Como eu me dedico ao Tribunal de corpo e alma, eu não tinha esse tempo necessário”, disse.
Ainda de acordo com Nominando Diniz, a decisão também levou em conta aspectos legais e previdenciários. “Como faltam três anos, eu já incorporei tudo na aposentadoria. Eu ainda pego a integralidade, então não tem solução de continuidade. Eu me afasto antecipadamente”, explicou.
Durante a fala, o conselheiro também comentou sobre o modelo constitucional de composição do Tribunal de Contas e o destino da vaga que será aberta com sua saída. “No modelo constitucional, a Assembleia Legislativa tem quatro representantes, o Tribunal de Contas tem dois, e o governador tem um de livre escolha. A minha vaga pertence à Assembleia Legislativa”, destacou.
Sobre o cenário político, Nominando afirmou que, caso haja entendimento entre os poderes, a indicação pode ocorrer de forma consensual. “Se houver um entendimento para que a Assembleia referende o candidato do governador, que é um grande candidato, o secretário Deusdete Queiroga, que inclusive foi meu companheiro na Assembleia Legislativa, a Assembleia pode indicar e, com certeza, será muito bem aceito no Tribunal de Contas”, declarou.