Nos últimos dias, uma movimentação incomum chamou a atenção nos bastidores da política paraibana: uma campanha coordenada, inclusive com o apoio de setores da imprensa, tenta deslegitimar a indicação de Alanna Galdino ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).
A escolha de Alanna foi por ampla maioria entre os deputados da Assembleia Legislativa. Vale lembrar que a vaga em questão é uma indicação da Casa, e historicamente sempre houve um equilíbrio entre indicações técnicas e políticas. Isso não é novidade nem exclusividade da Paraíba: acontece nos tribunais de contas de todo o país, inclusive no TCU.
Alana tem quase duas décadas de serviço público. São 19 anos como servidora, com atestados de capacidade assinados por chefes e superiores.
A tentativa de desqualificação ultrapassa os limites da crítica política e passa a ter traços de perseguição pessoal. Além de ser filha do presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino, o que tem sido usado para atacá-la, Alanna também carrega em sua história um marco importante: é a primeira mulher conselheira da história da Paraíba indicada para o TCE.
Estamos diante de um questionamento que, na prática, tenta fragilizar a presença feminina em espaços de poder sob a velha tática de duvidar da competência. Mas a pergunta que realmente precisa ser feita é: a quem interessa tirar Alanna Galdino do TCE?