Um dia após receber o apoio do prefeito do MDB, Nerivan Gari, de Caraúbas, o vice-governador Lucas Ribeiro enviou um recado claro à tropa governista: “Vamos ter posição e ter coragem de se posicionar e de dizer com quem vai caminhar”. Só que, convenientemente, Lucas esqueceu de pedir a Nerivan Gari que votasse em João Azevêdo para o Senado. O prefeito do MDB já decidiu: vai de Veneziano Vital e Nabor Wanderley.
Do outro lado do tabuleiro, mais uma prova da chamada chapa híbrida. Ruy Carneiro, da oposição, também avisou que vota em Veneziano Vital e Nabor Wanderley para o Senado. A mistura de apoios governistas e oposicionistas mostra que a eleição de 2026 na Paraíba será menos linear do que se imaginava.
O resultado? Uma confusão estratégica que deixa aliados perplexos e adversários sorrindo. Entre cobranças internas e apoios cruzados, quem parecia tranquilo no comando do jogo agora enfrenta um dilema, como manter coesão quando a própria base se dispersa?
E diante de tanta incerteza, a pergunta que todo mundo se faz é simples: o caba vai endoidar é?