João Pessoa, 18 de agosto de 2026
Wilson Filho diz que candidatura ao governo dependerá de construção coletiva: “Não é porque a pessoa é vice-governadora que vai ser candidata de todo jeito”
10 de julho de 2025 12:21
Victor Paiva Divulgação/Sistema Correio

O deputado estadual e secretário de Educação da Paraíba, Wilson Filho, comentou ao PodCast do Sistema Correio Poder em Debate, o cenário político que pode se desenhar caso o governador João Azevêdo deixe o cargo para disputar o Senado em 2026. Questionado se o vice-governador Lucas Ribeiro seria o “candidato natural” do grupo, Wilson afastou a ideia de imposição automática e defendeu um processo de construção política.

“Olha, eu acho que candidaturas naturais não são bem o que a gente procura. O que a gente procura aqui são candidaturas que consigam construir uma relação para a Paraíba, porque não é porque a pessoa é vice-governadora que ela vai ser candidata a governadora de todo jeito. Não é isso”, afirmou.

Wilson destacou que João Azevêdo tem demonstrado forte inclinação para disputar o Senado, mas que essa decisão cabe exclusivamente ao governador. “Agora, o governador João Azevêdo tende muito fortemente a sair do governo para ser senador e ele mesmo já disse isso. E ele tem o direito de tomar essa decisão até por fazer parte ou por liderar o maior governo que a Paraíba já viu. Na educação é um exemplo disso. Então, ele tem o direito de ter a opção.”

O secretário pontuou que, independentemente da escolha de João, o cenário será positivo para o estado. “Se ele optar por ficar no governo, ótimo, nós teremos o melhor governador da Paraíba por mais 8 meses, por mais 9 meses. Se ele optar por ser candidato ao Senado, ótimo, ele merece e terá o meu voto.”

Wilson lembrou que, se João deixar o cargo, a posse do vice será apenas o movimento “natural” previsto pela Constituição, mas a candidatura ao governo exigirá um processo maior. “Agora, se ele sair do mandato de governador, naturalmente o vice assume. O que tem de natural nisso é só a posse do vice como governador. Se ele será o candidato a governador, depende dessa construção.”

Ele elogiou o trabalho que Lucas Ribeiro tem feito para ganhar capilaridade no estado. “Lucas tá fazendo a parte dele, tá andando a Paraíba, tá visitando as pessoas, tá participando da agenda em todas as regiões e tá se tornando cada vez mais conhecido. Lucas há 4 anos atrás era vice-prefeito de uma cidade, hoje ele é vice-governador de um estado.”

O deputado e secretário reforçou que outros nomes também estão consolidados no cenário político paraibano. “Assim como o presidente Adriano é conhecido, assim como Cícero é conhecido, assim como o Hugo Motta é conhecido, assim como João Azevêdo, todo mundo conhece. Então isso não é uma coisa que se decide agora.”

Para Wilson Filho, o cronograma eleitoral permite amadurecer essa escolha. “A decisão, mais uma vez, né, lembremos, a eleição é em outubro do ano que vem, a decisão precisa ser tomada de candidatura porque faz parte a decisão do governador de sair precisa já ter uma decisão ali para ser anunciada, quem é o candidato e tudo mais. Então eu acho que a decisão ela se aproxima muito mais de março do ano que vem e ela vai até lá ser construída e cada protagonista desse processo tem uma missão, se viabilizar.”

Por fim, ele deixou um recado para todos que almejam disputar o governo. “Eu acho que cada um tem que fazer sua parte. Não dá para ficar parado, sentado numa cadeira, esperando que a Paraíba lhe conheça por uma rede social apenas. Você precisa andar, você precisa agir, você precisa ter o que mostrar, porque cada um vai ser cobrado, caso seja o candidato, em dizer: ‘Amigo, você quer ser governador por que? O que é que você fez pela Paraíba? Você caiu do céu de paraquedas? Não é assim’. Você precisa ter o que mostrar e cada um tem que fazer o seu papel, cada um tem que trabalhar e o melhor nome será escolhido pelo grupo. E eu tenho certeza que esse nome terá o consenso de todos.”

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