
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte cumpriu, nesta sexta-feira (6), mandados de busca e apreensão em Campina Grande, durante a Operação Cavalo de Troia, que investiga uma organização criminosa suspeita de cometer fraudes eletrônicas com prejuízos estimados em R$ 940 mil.
De acordo com as investigações, o grupo aplicava o chamado “golpe do falso CEO”, utilizando indevidamente a identidade de executivos para induzir funcionários de empresas a realizar transferências bancárias fraudulentas.
No caso investigado, um dos suspeitos utilizou um perfil externo no aplicativo Microsoft Teams, identificando-se falsamente como diretor-presidente de uma empresa. Ele entrou em contato com uma funcionária de Natal (RN) e a convenceu a realizar quatro transferências bancárias via Pix, que totalizaram aproximadamente R$ 940 mil.
Nesta segunda fase da operação, foram expedidos três mandados de prisão e seis de busca e apreensão, cumpridos nas cidades de Florânia e São Vicente, no Rio Grande do Norte, e Campina Grande, na Paraíba. As medidas judiciais têm como objetivo identificar e responsabilizar os integrantes da organização criminosa, além de apreender dispositivos eletrônicos e reunir provas relacionadas às atividades ilícitas.
A primeira fase da Operação Cavalo de Troia foi realizada no município de Currais Novos (RN), quando foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão contra uma mulher de 37 anos, identificada como titular de uma conta bancária utilizada para receber os valores desviados.
A partir da análise dos materiais apreendidos e das informações obtidas mediante autorização judicial, os investigadores identificaram indícios da atuação de uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas entre os integrantes, responsáveis pela execução das fraudes e pela movimentação dos recursos financeiros obtidos ilegalmente.
Nesta nova etapa, as diligências também buscam rastrear o destino dos valores desviados, identificar outros envolvidos e aprofundar as investigações sobre a estrutura financeira e operacional do grupo criminoso.
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