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Polícia Federal apura fraudes em seguro de proteção veicular em Campina Grande e Pernambuco

Segundo a Polícia Federal, investigados ofereciam serviço de proteção veicular que, na verdade, seria seguro de bens
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Foto: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), a Operação Seguro Pirata, que investiga fraudes em serviços de proteção veicular. Equipes cumpriram 16 mandados de busca e apreensão em Campina Grande e nos municípios pernambucanos de Caruaru, São Caitano e Cachoeirinha. As ordens judiciais são da 4ª Vara Federal.

A Operação Seguro Pirata ocorre a pedido do Ministério Público Federal. Em nota, o órgão informou que os alvos são os gestores da Autoclube de Benefícios VIP, de nome fantasia Autovip – Associação Veicular. O Portal Correio não conseguiu contato com representantes da empresa.

As medidas judiciais cumpridas pela Polícia Federal são um desdobramento da investigação que já resultou na denúncia dos responsáveis pela operação ilegal da instituição financeira.

Na ação penal apresentada à Justiça Federal em 22 de maio, o MPF pede a condenação dos denunciados por gestão ilegal e temerária de instituição financeira, publicidade falsa e indevida cobrança de taxa.

As investigações

As investigações começaram em 2021, quando autoridades receberam notícia crime relacionada à oferta de serviço de proteção veicular que, na verdade, seria seguro de bens.

Conforme foi apurado, os investigados atuavam sem autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e regulamentação do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), instituição financeira ilegal no mercado de seguros privados.

Ainda de acordo com as investigações, eles ofereciam ao público um negócio jurídico enganoso denominado ‘proteção veicular’, com características de contrato de seguro, induzindo e mantendo em erros os investidores, sonegando informações sobre a operação financeira real (contrato de seguro) e prestando informações falsas, descrevendo as operações como ‘proteção veicular’.

Os investigados também são suspeitos de utilizar um ‘laranja’ e criar empresas que prestariam serviços terceirizados como forma de distribuir os lucros do esquema para os sócios ocultos.

A Polícia Federal aponta que a empresa movimentou ao menos R$ 9 milhões entre os anos de 2017 a 2023. A seguradora teria feito 8 mil clientes na Paraíba e em Pernambuco durante esse período.

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