Após quase 24 horas de investigações, a Polícia Civil da Paraíba, através da Delegacia de Defraudações e Falsificações de João Pessoa, prendeu, na noite desta terça feira (23), dois vendedores de empresa de TV, um segurança privado e a esposa deste. O grupo é suspeito de fraudes na contratação de TV por assinatura de maneira fraudulenta.
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Com esta prisão, a DDF chega ao número de onze prisões em 2016 por fraudes na contratação de serviços de telefonia/internet/TV por assinatura. Na ocasião desta terça, no entanto, foi a primeira vez que clientes que contrataram os serviços foram também presos, após confirmação de que não apenas tinham conhecimento das fraudes, mas, segundo a polícia, atuaram diretamente, confirmando junto à equipe de auditoria da empresa os dados de uma terceira pessoa (vítima) utilizados na contratação.
A DDF tomou conhecimento das fraudes na tarde dessa segunda feira (22). A vítima das condutas praticadas recebeu telefonemas da empresa de televisão, informando da existência de faturas em aberto (não pagas) em um endereço situado no bairro Funcionários I, na Zona Sul da Capital, desconhecido para a vítima, motivo pelo qual procurou a polícia para formalizar a denúncia e para que fossem tomadas as medidas cabíveis.
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Na manhã desta terça-feira, a equipe da DDF começou a investigar os fatos, confirmando inicialmente que a linha contratada de maneira fraudulenta estava em plena atividade. Em seguida, os policiais identificaram o morador do endereço – segurança privado – que foi conduzido à delegacia, mas negou ter conhecimento das fraudes praticadas. A equipe da DDF continuou as investigações, deslocando-se à empresa na qual a contratação foi realizada, identificando os vendedores detidos como sendo os responsáveis pela contratação. A polícia também localizou o áudio com a confirmação dos dados da vítima e o telefone da pessoa responsável pela confirmação dos dados.
Segundo o delegado Lucas Sá, as fraudes só foram confirmadas após o cruzamento de todas as informações obtidas pela equipe policial e acareação entre todos os quatro suspeitos localizados. A DDF descobriu que os vendedores abordaram o segurança e a esposa dele, oferecendo um pacote completo de TV por assinatura por um preço “mais acessível” e que eles teriam apenas que confirmar os dados apresentados pelos vendedores, em nome de uma terceira pessoa, e o pacote seria instalado regularmente, mas que funcionaria “por pouco tempo”, em média de três meses, até que a vítima descobrisse as fraudes e cancelasse a contratação.
“Os clientes que contratavam os serviços não fariam nenhum pagamento à empresa de TV, repassando a quantia mensal de R$ 100, em mãos, diretamente aos vendedores, que teriam esse lucro indevido até que as fraudes fossem descobertas. Existem informações de que os vendedores seriam reincidentes em condutas desta natureza e que teriam vários clientes próprios, ou seja, vários clientes que utilizam informações de terceiras pessoas, repassando valores mensais aos suspeitos em prejuízo das empresas de televisão e em prejuízo de pessoas inocentes, que têm seus dados utilizados de maneira criminosa”, explicou o delegado.
De acordo com Lucas Sá, não apenas os empresários/funcionários são responsabilizados pelas fraudes e passíveis de prisão. Toda e qualquer pessoa que tenha contribuído para a execução das fraudes, inclusive os clientes que solicitaram e concordaram com a contratação e instalação dos equipamentos em nome de terceiros, tão logo sejam identificados, responderão criminalmente pelas mesmas condutas criminosas – falsidade ideológica e associação criminosa, podendo ser condenados a até oito anos de reclusão.
Informações sobre as condutas criminosas investigadas ou denúncias sobre outras empresas que atuem da mesma maneira poderão ser encaminhadas à DDF diretamente, através do registro de ocorrência, ou através do disque denúncia da Polícia Civil – tel. 197 (sigilo garantido).
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