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Polícia reconstitui caso que resultou na morte de jovem ferida por espingarda, em JP

A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Crimes Contra a Pessoa (Homicídios), realizou na tarde desta quarta-feira (2) a reprodução simulada da ocorrência que resultou no homicídio da estudante Luanna Alverga, 20 anos, ocorrido no dia 23 de julho deste ano, no bairro do Roger, na região central de João Pessoa. Segundo a polícia, ela foi atingida por um disparo de arma de fogo na cabeça efetuado pelo namorado, Yuri Ramos, 20 anos. Ele confessou o crime, mas alegou que o tiro foi acidental. O objetivo da reprodução simulada realizada pelos policiais e equipe do Instituto de Polícia Científica (IPC) é analisar tecnicamente o posicionamento dos envolvidos na cena de crime e a trajetória do projétil que saiu de uma espingarda calibre 20. O resultado do trabalho deve ser concluído em 10 dias. Comente no fim da matéria.

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Yuri Ramos se apresentou na Central de Polícia horas depois do crime, acompanhado por um advogado. Depois de prestar depoimento, ele foi preso e encaminhado na segunda-feira (24) para o Presídio Flósculo da Nóbrega, o Roger, onde permanece preso. De acordo com a versão do suspeito, a namorada estava participando da festa de aniversário dele. Em um determinado momento, ela quis ir até o banheiro e ele acompanhou. Quando os dois passavam por um quarto, Luanna perguntou sobre uma arma que ele teria tirado uma foto e enviado para ela dias antes.

Yuri disse que foi mostrar a espingarda para a namorada e neste momento ela disparou. Depois disso, ele pediu socorro para as pessoas que estavam na festa e foi levado pelo pai para casa e em seguida para Polícia.

O tiro atingiu a parte de trás da cabeça de Luanna, que morreu no local. Quando os policiais chegaram à casa, encontraram a arma sem os projéteis embaixo da cama. A reprodução simulada foi acompanhada pelo delegado Joames Oliveira, que preside o inquérito policial. Ela foi realizada para entender a dinâmica do crime e descobrir se a versão apresentada pelo namorado da vítima é verdadeira.

A reprodução durou mais de três horas e durante todo este tempo Yuri Ramos descreveu para os peritos as últimas horas que passou ao lado de Luanna Alverga. Quando o trabalho foi concluído, ele foi levado de volta ao Presídio, onde aguarda pela decisão da Justiça.

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