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Por que alguns gatos miam muito?

Dra. Meire Silva explica que há diversos motivos para os miados, inclusive doenças

Apesar de muitos não saberem, os gatos são animais bastante silenciosos, não costumam miar tanto. Hoje sabemos que o miado do bichano é uma forma de expressão dos felinos domésticos, que acontece por diversos motivos. Pode ser que estejam dizendo “algo está errado”, ou então apenas querem chamar a atenção dos seus tutores. Mas por que às vezes miam tanto?

Acontece que o ronronar ou se esfregar em seus tutores não é o suficiente para indicar como se sentem em um momento. E segundo a médica veterinária e Profa. Dra. Meire Silva, coordenadora de Medicina Veterinária do Unipê, miados excessivos podem ocorrer devido a algumas doenças.

“Para evitar miados motivados por doenças, o tutor não deve esquecer de seguir corretamente o calendário de vacinação do seu gato. As vacinas para gatos são capazes de imunizar contra diversas doenças graves, incluindo a Raiva e a Rinotraqueíte viral felina”, diz Dra. Meire.

Sede e fome por trás do miado

Os filhotes merecem bastante atenção dos donos nesse sentido: o som emitido ocorre muito por medo, e o gatinho fica encolhido, tremendo e arredio. Sede e fome podem ser também as razões por trás desse miado. A fome é considerada uma das causas mais comuns para os miados excessivos dos felinos.

“É importante também lembrar que quando os bichanos ainda são pequeninos é necessário ter atenção nutricional. A idade mais indicada para o desmame do filhote é por volta das quatro semanas de vida, quando o gatinho já consegue se alimentar sozinho. Ele também mia por carência, pois todo bichano adora uma boa dose de atenção”, ressalva Dra. Meire.

O caso da sede é delicado: os gatos precisam beber 60ml/kg por dia de água, aproximadamente. E a médica veterinária lembra que os gatos não são muito afeitos à água – por isso, evitam seus bebedouros. Então é ideal aproveitar a fase mais tenra da vida do gatinho para estimulá-lo a beber mais água durante o dia a dia. A dica da Dra. Meire é espalhar diversos bebedouros e fontes pela casa.

“Essa é uma forma do seu gato não precisar ter que se locomover tanto quando sentir a necessidade de se hidratar. Além disso, o tutor aumenta a chance do seu gato lembrar que precisa beber água quando cruzar um bebedouro durante uma caminhada ao longo da residência”, sugere. “Outra maneira de calcular a quantidade aproximada do consumo ideal para seu gato é de acordo com as calorias que ele ingere durante o dia. Por exemplo: um gato que ingere 260 Kcal por dia deve beber aproximadamente 260 ml de água por dia”, complementa.

Dra. Meire ainda lembra que os bichanos podem criar outros tipos de sinais além do miado de gato grande e pequeno. A cauda, postura corporal, as orelhas e os bigode podem apontar algo para você. “Com o passar dos anos de convivência e o estreitamento da relação entre tutor e bichano, ambos podem criar formas de comunicações únicas entre eles durante a rotina”, pontua.

Em caso de dúvidas a respeito dos miados em excesso do seu gatinho, Dra. Meire indica: busque um médico veterinário para uma orientação profissional e adequada.

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