Por que Campina?

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Era final da década de 60 e a minha visão de mundo ainda não incluía a Paraíba.

Por isso – confesso – tive dificuldades de entender porque um amigo gênio, recém-formado em engenharia elétrica, laureado da turma, declinou de ofertas de pós-graduações feitas por faculdades de diversas partes do mundo para optar por Campina Grande.

Até o Governo do Canadá havia se prontificado a custear seus estudos, mas o camarada bateu o pé, mantendo a rota da Borborema.

Realmente, não entendi. Pelo menos não naquele momento.

Só depois de conhecer a Paraíba e mais particularmente Campina Grande é que finalmente captei a sabedoria daquele amigo engenheiro pernambucano.

Já naquela época, a cidade surfava na vanguarda tecnológica – uma onda que nunca arrefeceu. Há mais de cinco décadas, Campina é, também nesta seara, referência para o País.

E esta é apenas uma das muitas – múltiplas – facetas da Rainha da Borborema.

Campina Grande é enorme. E é, de fato, uma cidade diferente.

Para entender sua grandeza, é preciso olhar para seu passado; é preciso refazer a trajetória dos tropeiros.

Eles migravam de várias partes do Nordeste, vagando em meio às intempéries, abdicando do conforto, se apartando da família para fazer negócios no entroncamento comercial da Vila Nova da Rainha.

O esforço rendeu frutos: acabaram por inocular, no DNA da cidade, a consciência de que só com muito trabalho, tenacidade e competência se consegue um lugar ao sol da Borborema.

E isso faz diferença. Faz de Campina Grande a cidade do empreendedorismo da Paraíba. Não sem razão, acolhe a sede da Federação das Indústrias – exceção entre as federações espalhadas pelo País, situadas via de regra nas capitais dos estados.

Olhando o coração de Campina, se entende o porquê. Em toda a parte se vê profusão de pequenas e médias empresas, oferecendo leque heterogênio de produtos e serviços.

Por mais que os ventos soprem refrescantes do Açude Velho, não se vive de brisa em Campina Grande. Até por não ser sede do Governo, a cidade nunca teve emprego. E sim oportunidade de trabalho.

E sua gente sabe disso. Com garra, construiu uma das maiores cidades do interior do Nordeste Brasileiro.

Além dos valores embrionários inoculados pelos tropeiros, os campinenses têm uma vocação nata: a ousadia. Característica que sempre foi crucial para driblar as adversidades – as de ontem e as de hoje.

Pode faltar chuva, pode sobrar crise econômica, mas Campina nunca deixará de ser grande.

E é por isso que, mesmo em meio à recessão que atinge o País, abrimos hoje uma nova concessionária Honda na cidade.

O investimento tem as dimensões que Campina aprecia. Pois numa cidade que pensa grande, não poderíamos chegar pequenos.

E não chegamos. A AutoClub-Honda se instala graúda na enorme Campina.

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