A Prefeitura Municipal de Sousa e prédios de órgãos municipais, como a Rodoviária, tiveram o fornecimento de energia cortado na noite desta segunda-feira (19) no município de Sousa, Sertão paraibano, a 433 km de João Pessoa. De acordo com o prefeito André Gadelha, o corte é um ato irresponsável já que as contas de energia atuais estão quitadas. Uma liminar na Justiça vai pedir o religamento da energia e o município vai entrar com ação contra a Energisa.
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De acordo com André Gadelha, o corte de energia nos prédios públicos foi recebido com surpresa, já que as contas estão em dia.
“Houve um mal entendido da Energisa. Estou com os papéis para provar que está tudo em dia. Existe uma dívida histórica de Sousa com a empresa, mas é uma dívida milionária, de outras gestões, e não temos como pagar com a crise que estamos vivendo”, disse o prefeito.
Ainda segundo André Gadelha, o município vai entrar com uma ação contra a Energisa, pedindo o religamento da energia e uma penalização contra a empresa.
“Isso que aconteceu é muito chato, é uma sacanagem. Estamos com o consumo pago, em dia. Passamos por dificuldades. Sousa é o único município de porte médio do Estado que não cobra taca de iluminação pública, mas pagamos a conta para a empresa. Entraremos com uma liminar pedindo o religamento imediato da energia e com uma ação contra a Energisa pelo mal que causou”, contou o prefeito.
Com relação à dívida de outras gestões, André Gadelha disse que a empresa teria outros meio, inclusive com acordo, para sanar a questão com o município.
Em nota enviada à reportagem, a Energisa afirmou que as contas de agosto referentes ao consumo nas sedes da prefeitura, terminal rodoviário e mercado público não foram pagas. Com relação à iluminação pública, a concessionária de energia elétrica apontou débitos nas faturas de agosto e setembro. A Energisa também alegou que “sempre esteve à disposição para a negociação e que, por diversas vezes, procurou representantes da administração municipal na tentativa de evitar a suspensão do fornecimento”.