Prefeito denuncia jogo político na Câmara para barrar suplementação: ‘População será a maior prejudicada’

Foto: Diuvlgação

O prefeito de Sapé, Major Sidnei Paiva, afirmou, nesta quinta-feira (16), que não aceitará chantagem do poder legislativo. O gestor participou de um protesto no município a favor da concessão da suplementação de 40% no orçamento. O dispositivo, previsto por lei, conforme denunciou, está sendo barrado por manobra do presidente da Câmara da cidade. “A população será a grande prejudicada por este jogo político, pois ficará sem investimentos e serviços essenciais”, disse.

O crédito consiste na autorização da realização de despesas não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei Orçamentária Anual (LOA).  Atualmente, o município segue a dotação orçamentária feita pela gestão passada, que prevê apenas 10% de suplementação. 

De acordo com o prefeito, a porcentagem é inviável diante das despesas da cidade. Ele argumenta que em todos os anos, o valor disponibilizado supera os 50%, mas desta vez, por interesse político, a antiga administração do município destinou apenas 10% para a recomposição. 

Em um novo decreto, o Poder Executivo enviou à Casa Augusto dos Anjos a dotação de 40%, que ainda não foi aprovado pela presidência da casa, que busca travar a pauta. Segundo o prefeito de Sapé, em uma tentativa de impedir a concessão do crédito, o presidente da Câmara, Abraão Junior, infringiu o regimento, coagiu vereadores e conduziu uma sessão secreta. Vereadores que se abstiveram da votação chegaram a ser ameaçados a ter o salário descontado.

“Não vamos nos render a pressões e política suja. Fui eleito para ser representante do povo e continuarei fazendo isso, resistindo até o fim. Quebrar o regimento, desrespeitar o regulamento e reprimir quem pensa diferente é ferir a democracia e tentar calar a voz do povo”, apontou o prefeito.

Conforme o gestor, o reajuste é necessário para a dotação de pagamento da folha, demandas de custeio para o governo de agosto a dezembro, além de outros custos essenciais.  Caso não seja aprovado, a administração pública poderá ter dificuldade financeira para cumprir os compromissos.

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