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Prefeitos em xeque

No rastro do escândalo denunciado pelo deputado federal José Augusto Maia (PROS), que diz ter recebido oferta de R$ 6 milhões para apoiar o candidato a governador do PSB em Pernambuco, aqui na Paraíba é a coligação de Ricardo Coutinho que revela a existência de um esquema de corrupção eleitoral, pela compra de apoio de prefeitos.

A coligação ‘A Força do Trabalho’ escolheu como cenário a Associação Paraibana de Imprensa, onde o coordenador Célio Alves e os advogados Fábio Rocha e Celso Fernandes apontaram o senador Cássio Cunha Lima e o presidente da Assembleia e do PEN, Ricardo Marcelo,como beneficiário e agente de acordos financeiros com o objetivo de atrair prefeitos que apoiam Ricardo Coutinho.

Antes da entrevista, foram à Polícia Federal e protocolizaram uma notícia crime na Justiça Eleitoral. Anexaram uma gravação como prova da compra de apoio e pediram quebra dos sigilos telefônico, fiscal de todos os nomes citados na gravação.

É justamente a ‘prova’ que leva o PSDB a rotular a denúncia de armação: o jornalista Sales Dantas, que integra o governo de RC, liga para o prefeito de Caiçara, Cícero Francisco (PSB), se fazendo passar por Valdo Tomé, assessor de Cássio. Na conversa, o prefeito teria recusado uma oferta menor e revelado o acordo feito com o deputado Ricardo Marcelo, no valor de R$ 600 mil, para votar em Cássio (governador), Wilson Santiago (senador), Wilson Filho (deputado federal) e nele próprio para estadual.

O presidente do PSDB e candidato a vice-governador, Ruy Carneiro vê a denúncia como estratégia para intimidar os prefeitos e tentar barrar adesões a Cássio. “Muitos devem anunciar apoio a Cássio nos próximos dias. Essa armação não produzirá os efeitos que eles querem”, prevê.

Capitaneada pelo PSDB, a coligação “A vontade do povo” vai recorrer ao artigo 307 do Código Penal – “Atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem, em proveito próprio ou alheio, ou para causar dano a outrem: Pena – detenção, de três meses a um ano, ou multa, se o fato não constitui elemento de crime mais grave” -, na sua resposta jurídica.

Se fosse um prefeito denunciando a abordagem, seria gravíssimo. Mas pela forma como foi feita a gravação, pode virar um tiro no pé.

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