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Presentes no litoral paraibano, tartarugas marinhas sofrem com ação humana e correm risco de extinção

Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa faz apelo para que população ajude a preservar a espécie
Tartarugas marinhas (Foto: Secom-JP)

Presentes no litoral paraibano, as tartarugas marinhas são animais muito importantes para ecossistema marinho e que, devido à ação humana, correm sério risco de extinção. A Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam) alerta, nesta quarta-feira (16), Dia Internacional da Tartaruga Marinha, para a necessidade da população se mobilizar para ajudar a preservar a espécie.

Um dos principais causadores de mortes de tartarugas é o lixo jogado nos oceanos. As redes de pesca são outros vilões, pois os animais ficam presos nelas e acabam morrendo por asfixia.

“A questão do lixo é um dos grandes problemas da mortandade das tartarugas marinhas, assim como as redes de pesca. O plástico é encontrado em quantidade absurda nos oceanos e elas confundem com água-viva. Esse material para no trato digestivo das tartarugas e, consequentemente, é a morte por inanição; ou os plásticos se prendem no pescoço”, explica o biólogo da Semam, Cláudio Almeida.

As tartarugas marinhas costumam visitar o litoral paraibano principalmente em seu período de reprodução. É comum elas montarem seus ninhos na divisa entre as praias do Bessa, em João Pessoa, e Intermares, em Cabedelo. A espécie de tartaruga marinha mais comum no estado é a Eretmochelys imbricata, conhecida como Tartaruga de Pente. Outras espécies, como Chelonia mydas (Tartaruga Verde), Lepidochelys olivácea (Tartaruga Oliva) e Caretta caretta (Tartaruga Cabeçuda) também são encontradas por aqui.

A Associação Guajiru, organização não governamental criada em 2002 a fim de proteger a sobrevivência das tartarugas marinhas no litoral paraibano, é uma das grandes defensoras da causa no estado. O grupo atua com o objetivo de proteger as espécies que estão ameaçadas de extinção. A ecóloga Caroline Dias, que faz parte da ONG, destaca a importância das tartarugas para o ecossistema marinho.

“Elas desempenham um papel ecológico fundamental ao ecossistema do qual fazem parte. Leva e traz toneladas de nutrientes e energia vital à sobrevivência de diversas formas de vida. As tartarugas marinhas servem de alimento para diversos animais de topo da cadeia alimentar, no controle da população de espécies das quais se alimenta e como fonte de alimentos para outros organismos marinhos”, destacou.

Para ajudar na preservação da espécie, a Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) faz a coleta de lixo diariamente em todas as praias de João Pessoa. A ação conta com um efetivo de aproximadamente 90 agentes entre catadores, varredores e operadores. A limpeza é feita desde a orla do Bessa – na divisa com Cabedelo – até Barra de Gramame. É importante, por tanto, que a população mantenha as praias limpas, tanto a faixa de areia, quanto o mar.

Ao encontrar um ninho de tartarugas, é recomendado que a população acione autoridades ambientais e respeite o espaço dos animais. Não se pode andar ou pisar na área, nem instalar tendas, mesas ou cadeiras. Caso um ou mais filhotes sejam encontrados na praia ou mesmo em calçada ou na rua, o cidadão deve colocá-lo na areia da praia próximo ao mar. Se encontrar filhotes nascendo no ninho, a orientação é deixar o processo ocorrer naturalmente, ou direciona-los ao mar, longe de qualquer foco de luz, como a de postes e de residências, que pode desorienta-los.

Comentários

  • Harrison B Rodrigues disse:

    Essa verdade eu constato no litoral de Lucena. Ano após ano e o quadro se degrada cada vez mais. Pescadores, Governos, Estadual e Municipal, e turistas que desrespeitam a natureza gratuitamente. Uma lástima

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