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Pressão máxima

Os 513 deputados terão que escolher “entre o bolso e a honra”, em votação aberta e transmitida ao vivo para todo o Brasil. É assim que o jurista Miguel Reale Júnior coloca a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, do qual é subscritor juntamente com Hélio Bicudo e Janaína Paschoal.

A exposição dos deputados contra e a favor já começou nas redes sociais, onde eleitores são convocados a pressioná-los. Cabe uma constatação aqui: como nunca se teve tantos interligados – o que só é possível em razão das novas tecnologias – é difícil antecipar todos os efeitos futuros, mas se considerarmos o poder de mobilização desses meios ao levar multidões para as ruas, serão transformadores.

É por isso que partidos e deputados começam a tomar posição, provocando alterações no placar do impeachment, que ontem à noite registrava 284 votos a favor do afastamento da petista, 114 contra e 115 indecisos. Para que o processo vá para o Senado são precisos 342 votos, ou 2/3 dos 513 integrantes da Câmara Federal.

Dos 12 votos da Paraíba, três são declaradamente a favor de Dilma: Luiz Couto (PT), Aguinaldo Ribeiro (PP) e Damião Feliciano (PDT). Os contra já são cinco: Pedro Cunha Lima (PSDB), Efraim Filho (DEM), Benjamin Maranhão (SD), Hugo Motta e Manoel Júnior (PMDB). Como indecisos estão Wellington Roberto (PR), Rômulo Gouveia (PSD), Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) e Wilson Filho (PTB).

Ao anunciar sua posição, ontem, Manoel Júnior observou que “o país está estarrecido pela onda de corrupção” e que após analisar argumentos da acusação e da defesa, decidiu pelo impedimento da presidente. Já Veneziano disse que vai estudar os documentos no final de semana, para tomar sua decisão.

A presidente estadual do PT, Giucélia Figueiredo fez um apelo a bancada para que vote pela legalidade e contra o impeachment, alertando que não são os partidos de oposição que estão crescendo com a crise, mas “uma extrema direita que é muito perigosa”.

Pelas vinculações conhecidas, dificilmente Dilma encontrará refrigério na bancada paraibana. Sem fato novo que lhe favoreça, serão pelo menos oito votos contra.

TORPEDO

“O impeachment da presidente é desejável por mais de 70% da população, por isso entendo que Dilma Rousseff deve se afastar do cargo, pois só assim a nossa Nação voltará aos trilhos do desenvolvimento.”

Do deputado Manoel Júnior (PMDB) anunciando seu voto pelo impeachment.

Sem saída

Para o deputado Efraim Filho, não existe solução para a crise com Dilma no poder. Aponta que enquanto o governo “liquida” cargos para se manter, o Brasil clama por uma agenda contra o caos na economia e saúde.

Quantos?

O democrata acredita que os “indecisos” vão seguir o “clamor popular” e votar pelo País. observa que o governo não consegue apontar quem são os 172 deputados que poderiam barrar o impeachment e salvar Dilma.

Vai com João

O presidente municipal do PPS, Bruno Farias marcou para quinta-feira a reunião que decidirá o posicionamento do partido no pleito de outubro. O encontro deve confirmar aliança com o candidato do PSB, João Azevedo.

É oposição

Para Luciano Cartaxo (PSD), os vereadores que assinaram a CPI da Lagoa não fazem mais parte de sua base. Ele vê a iniciativa como esforço para comprometê-lo em ano eleitoral. Entre eles está Bruno Farias (PPS).

ZIGUE-ZAGUE

O embaixador da Suíça, André Regi virá a João Pessoa para o evento “Investimento, Corrupção e o Papel do Estado – Um Diálogo Suíço-Brasileiro” .

Ele e a ministra Carmen Lúcia (STF) farão a palestra inaugural. O evento será nos dias 27 e 28 de maio, no TCE, e ainda contará com o juiz Sérgio Moro.

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