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Primeira derrota

“É claro que a política não é o ofício da bagatela, a pragmática da ninharia. Quem cuida de coisas pequenas, acaba anão”. A sábia lição de Ulysses Guimarães, o eterno presidente do PMDB, teria sido útil à presidente Dilma Rousseff, que usou cargos para atrair algumas lideranças e escantear outras, e terminou sem o partido, que rompeu e ainda pode arrastar outros da sua base.

Ulysses também alertava sobre “governo xique-xique”, que “não dá sombra nem encosto” para a Nação. E essa é a visão que justifica o rompimento do PMDB. A de que o governo perdeu a confiança dos cidadãos, que a inflação, o desemprego e a recessão exigem atitudes urgentes e que o partido segue o clamor das ruas.

Ora, se a presidente Dilma pode usar a gramática para defender que sua conversa com Lula sobre o termo de posse na Casa Civil não tem nada de ilegal, o PMDB também pode tentar tirar o foco do fato de ser herdeiro da cadeira presidencial. Convencer é outra coisa.

O PMDB precisou de apenas três minutos para romper e ordenar que seus filiados entreguem os cargos. O fato é tão grande que é comparável a uma primeira votação do impeachment da presidente Dilma, pois é um partido de políticos experientes, que não sairiam do poder sem garantia de um premio maior.

A votação do impeachment na Câmara está prevista para a primeira quinzena de abril. Se o Senado instaurar o processo, deve concluí-lo até junho. Assim, o resultado vai impactar fortemente as eleições municipais, porque desde agora está se formando uma nova correlação de forças no País, que pode não ficar restrita a Brasília.

Aqui na Paraíba, o PT passou a descartar qualquer aliança com o PMDB e a tratá-lo como traidor. O partido tem o maior tempo de propaganda, mas também acumula o maior desgaste. O prefeito Luciano Cartaxo, por exemplo, trocou o PT pelo PSD e não tem arrependimento. Pelo contrário, acha que saiu na hora certa e que ampliou suas possibilidades de aliança. Já atraiu oito partidos.

As conversas sobre as eleições de outubro vão continuar, mas a partir de agora os atores vão considerar o efeito impeachment. Seja aprovação ou arquivamento, vai impactar os apoios partidários.

Torpedo

“Tínhamos antes o PSDB ainda chorando a derrota eleitoral, e depois o juiz Sérgio Moro, mas faltava um personagem, que tirou definitivamente a máscara. Trata-se do velho PMDB dos acordos”.

Do deputado Anísio Maia (PT), sobre a decisão dos peemedebistas de romperem com o governo Dilma.

Carta e cargos

Após a decisão do PMDB de romper com o governo Dilma, os deputados paraibanos Manoel Júnior, Hugo Motta e Veneziano Vital do Rêgo divulgaram carta entregando cargos para os quais indicaram aliados.

Carta e cargos 2

Os cargos desocupados pelo PMDB são as superintendências da Funasa, da Agricultura, da Pesca e INSS. Concluem a carta afirmando que “defendem a democracia e estarão sempre ao lado do povo brasileiro”.

Renúncia

O deputado Renato Gadelha (PSC) defendeu na Assembleia a renúncia da presidente Dilma Rousseff: “O governo simplesmente acabou e se ela continuar, o país vai virar a Tanzânia, porque a crise chegou para atingir”.

Efeitos da crise

Ainda Renato Gadelha: “Se demorar mais cinco meses, os bancos quebrarão, pois as empresas já estão falindo”. Ele também condenou processo de intimidação e falas sobre “guerra” em razão do impeachment.

Zigue-Zague

ueCom 33 anos de filiação, o senador baiano Walter Pinheiro deixou o PT. Ainda não escolheu um novo partido. Não faltam notícias ruins para os petistas.

O ouvidor-geral do TJPB, Fred Coutinho discutiu com a OAB-PB e a juíza Maria Aparecida Sarmento Gadelha melhorias para otimizar a Vara de Entorpecentes.

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