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Problemas climáticos reduziram colheita de grãos do Brasil em 4,7%

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O Brasil é atualmente, e historicamente também tem sido, o maior produtor de alimentos de toda a América Latina, sendo um dos maiores exportadores desta região, gerando uma enorme indústria em torno desta produção. Grande parte da indústria do país baseia-se em negócios relacionados de alguma forma com a produção de alimentos, tanto para consumo interno como externo.

Neste sentido, o resultado do fenômeno “El Niño”, que atinge a América do Sul e Central, tem causado diversos danos. A expectativa é que, caso a sequência atual continue por mais tempo, a produção de grãos do nosso país diminua significativamente, em torno de 4,7% em relação a 2023.

Segundo os especialistas, este ano serão produzidos 300,7 milhões de toneladas de cereais, um valor muito inferior ao alcançado este ano. Durante o mês energético, era esperada uma colheita de 299,8 milhões de toneladas de grãos, porém, neste mês foi produzido 0,7% a menos do que o esperado. As culturas mais afectadas deverão ser reduzidas pelo trigo, milho e soja, embora também se preveja uma redução do arroz, principalmente devido à técnica de cultivo, que juntamente com a soja e o milho representam 92,4% da Produção Nacional.

O fenômeno do Nino e seu impacto ambiental

El Niño é um fenômeno que ocorre a cada poucos anos e se caracteriza pelo aquecimento cíclico do Oceano Pacífico, resultando em diferentes manifestações climáticas. Geralmente, no Hemisfério Ocidental traz secas, enquanto no Hemisfério Oriental traz inundações torrenciais e monções. Supõe-se que quando o Brasil está localizado no Hemisfério Ocidental, o clima seco, as estações chuvosas e o calor escaldante são as principais manifestações.

É claro que terá um efeito negativo nas culturas de grãos, que necessitam de água suficiente para completar seu ciclo de vida e gerar frutos, neste caso, o referido grão. Se houver menos água disponível, os agricultores serão forçados a reduzir a produção e, embora as estimativas rondem os 4,7%, este número poderá ser superior. Acredita-se também que este fenómeno El Niño será muito mais intenso do que nos anos anteriores devido às alterações climáticas, que afetam diferentes partes do mundo de diferentes maneiras. Na verdade, as previsão do tempo londrina segundo Meteum prevêem temperaturas mais quentes do que nos anos anteriores, apesar de a cidade não estar diretamente relacionada com o Oceano Pacífico, mas ser afetada pelos fenômenos climáticos que ele gera.

Quanto tempo durarão as secas no Brasil?

Embora o Pacífico esteja anormalmente quente, produzindo este tipo de seca, as chuvas deverão chegar dentro dos meses habituais, porém em quantidades menores. Este período do ano será crucial para aumentar a produção de cereais no nosso país, mas os valores alcançados no ano passado não serão alcançados, devido a vários factores, incluindo uma estação chuvosa mais curta.

As alterações climáticas manifestam os seus efeitos no ambiente há muitos anos, mas espera-se que durante a presente década se tornem mais evidentes, evidenciando a necessidade de tomar medidas para melhorar o seu cuidado. De qualquer forma, a redução na produção não significa que o Brasil ficará sem grãos este ano, mas significa que é possível ver um aumento nos preços tanto dentro do país quanto no exterior.

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AgriculturaEl Niño
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