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Professores de JP t?m proposta de 3% renovada e discutir?o greve em Assembleia

Em uma reunião ocorrida na noite desta segunda-feira (23), no Centro Administrativo Municipal, em Água Fria, Zona Sul de João Pessoa, o prefeito da Capital, Luciano Cartaxo, recebeu representantes do magistério para debater um acordo que pudesse colocar fim à greve dos professores do município. O gestor municipal renovou a oferta de 3% de reajuste salarial. A proposta será debatida em Assembleia na próxima segunda-feira (30). A paralisação continuará pelo menos até esta data.

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Durante o encontro, o prefeito também se comprometeu com a formação de uma comissão que avalie o desenvolvimento do repasse do Fundo Nacional da Educação Básica (Fundeb). Pelo que foi acordado, uma renegociação do percentual oferecido poderá ser feita no mês de agosto.

O prefeito também se mostrou favorável a discutir os outros pontos de reivindicação encaminhados pela categoria. Um deles trata da elevação de um nível da progressão funcional.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Município de João Pessoa, Daniel de Assis, formalizou pedido ao presidente da Câmara de Vereadores da Capital, Durval Ferreira, de realização de audiência pública para discutir a situação da educação. Segundo Cândido Nóbrega, membro do sindicato, espera-se que essa audiência possa ocorrer ainda nesta semana.

Nesta terça-feira, às 9h, a categoria realiza mais um ato público, desta vez em frente à Câmara Municipal, objetivando sensibilizar os vereadores para a necessidade de realização da referida audiência pública.

Os trabalhadores em educação se encontram na segunda semana de greve, após a categoria rejeitar, anteriormente, a proposta de 3% oferecida por Cartaxo, diante dos 16% reivindicados pelo Sintem-JP.

A pauta de reivindicações da categoria inclui, além do reajuste retroativo a janeiro, para ativos e aposentados, atualização do pagamento do piso salarial nacional para os professores prestadores de serviço (PS), reajuste no mesmo percentual na data base para os funcionários da educação e reformulação dos Planos de Cargos, Carreiras e Remunerações.

O Sintem-JP também quer a garantia do afastamento para cursar pós-graduação sem perdas, com ampliação do tempo das licenças e a progressão funcional para quem está em estágio probatório.

“A luta também é contra outros problemas, como salas de aula superlotadas, falta de materiais, infraestrutura sucateada e assédio moral, dentre outros que comprometem a qualidade da educação no município”, destacou Daniel de Assis.

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