Os professores da rede municipal de João Pessoa reforçaram nesta quinta-feira (2) que vão continuar em greve, mesmo depois que o Tribunal de Justiça da Paraíba mandou a categoria retornar às atividades e da prefeitura ameaçar cortar pontos e demitir prestadores.
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Por meio de nota, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de João Pessoa (Sintem-JP) informou que “critica a falta de diálogo, precariedade de condições de trabalho e tentativas de intimidação”.
De acordo com o presidente do Sintem-JP, Daniel de Assis, a greve não é pautada apenas no reajuste salarial, mas “na falta de estruturas nas escolas; na formação continuada, que não atende às necessidades de formação dos trabalhadores em educação; na ausência de discussão democrática e participativa do Plano Municipal de Educação e na falta de uma negociação propositiva”.Na nota, o Sintem-JP diz que “os 3% oferecidos pela [prefeitura] fazem com que tenhamos um achatamento salarial nunca visto antes em governos anteriores. O nosso parâmetro sempre foi pautado em índices acima do mínimo indicado pelo MEC, no caso 13.01%, por isso cobramos 16% (13,01 + 2,99% de ganho real acima do índice mínimo)”.
O presidente do sindicato, Daniel de Assis, disse que o índice estabelecido pelo governo implica em um aumento de R$ 42,11 para o professor de nível médio e de R$ 54,75 para o professor graduado. “Estamos a partir de agora em declínio salarial em comparação com as outras capitais do Nordeste”.
Ele continuou: “Estamos recorrendo da decisão judicial quanto à ilegalidade da greve. Decidimos em assembleia manter o movimento, pois nossas reivindicações são justas”.