Técnicos de enfermagem que atuam no sistema público de Saúde de João Pessoa ocuparam a Câmara Municipal da cidade nesta terça-feira (19) em reivindicação por melhorias de salário e condições de trabalho. Eles lutam pela revisão do Plano de Cargo Carreira, incorporação de gratificações aos rendimentos mensais e pagamento adicional por trabalho noturno.
Leia mais Notícias no Portal Correio
O presidente da Associação dos Trabalhadores em Saúde de João Pessoa, Benedito Júnior, afirmou que os servidores decidiram lotar o Poder Legislativo Municipal após terem diversas tentativas de diálogo com a gestão frustradas. “Nós tentamos há mais de um ano falar com o prefeito Luciano Cartaxo e somos recebidos apenas por auxiliares dele que não saem do campo da promessa. Além disso, uma reunião marcada para o último dia 16 foi cancelada”, lamentou.
A Secretaria Municipal de Saúde, no entanto, nega ter sido procurada pelos técnicos de enfermagem. Ao Portal Correio, a assessoria de imprensa disse que a Secretaria está aberta ao diálogo e discussão a respeito de reformulações salariais, mas não recebeu nenhuma solicitação por parte Associação dos Trabalhadores em Saúde de João Pessoa.
De acordo com Benedito Júnior, mais de dois mil funcionários efetivos que têm uma perda salarial de até R$ 600 ao mês. “Nós queremos apenas ter o nosso direito garantido, pois esse dinheiro vem do governo federal”, explicou.
A técnica de Enfermagem, Maria Socorro Alves da Silva, disse que o problema começou a ocorrer após a redução da jornada de trabalho para 30 horas. “Servidores que trabalham na Prefeitura há mais quinze anos estão ganhando bem menos do que um recém nomeado. Nós não estamos contra os novos funcionários, só queremos o mesmo direito”, reivindicou.
Ela também denunciou que vários profissionais deixam de tirar férias e licenças de saúde para não perder as gratificações. “Os profissionais aprovados no último concurso, por exemplo, não podem adoecer e ficar em repouso, pois terão suas gratificações cortadas. Já, os servidores que trabalham à noite não recebem o adicional noturno. Nós queremos que o prefeito resolva essas situações que violam o direito do funcionário”, acrescentou.