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Prorrogado prazo para conclus?o de inqu?rito sobre padre suspeito de pedofilia na Para?ba

O inquérito em que o padre Adriano José, que está sendo investigado suspeito de praticar relações sexuais com adolescentes vai ser prorrogado por mais trinta dias. A informação foi divulgada pelo juiz da Comarca de Jacaraú, Litoral Norte do estado, Perilo Rodrigues, nesta sexta-feira (11). As investigações se iniciaram em fevereiro deste ano. Outros padres também estão sendo investigados pelo mesmo crime.

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“Consta aqui nos autos um pedido do delegado Ricardo Rolim solicitando uma prorrogação do prazo de mais trinta dias e vou conceder na próxima semana, após analisar o processo criminal”, confirmou o magistrado, avisando que o processo corre em segredo de justiça.

Em contato com o Portal Correio, o delegado informou que a prorrogação foi solicitada porque o padre não tinha sido interrogado por motivo de saúde. “O advogado de defesa do padre Adriano José entrou em contato informando que ele estava em tratamento de saúde e internado no estado do Paraná e por isso não tinha comparecido para ser interrogado. Após o comunicado, solicitei a prorrogação do prazo por mais trinta dias”, disse Rolim, que não está mais presidindo o inquérito policial.

A delegada Rossana Gomes, que assumiu as investigações, adiantou que o padre será interrogado através de carta precatória. “ Como está longe e em tratamento de saúde, que inviabiliza a vinda dele para o estado, vamos fazer o interrogatório através de carta precatória. Vou reinquirir novamente as pessoas arroladas no processo para concluir as investigações”, falou.

De acordo com o promotor Marinho Mendes, as orgias sexuais entre o padre e os adolescentes, ocorriam dentro da casa paroquial e motéis, eram regadas à bebidas alcoólicas. A Arquidiocese da Paraíba confirmou que ele está suspenso de ordem, ou seja, impedido de realizar missas até o fim do processo criminal.

Entenda o crime

Marinho Mendes revelou que as investigações contra o padre Adriano José iniciaram em novembro de 2013, quando furtos foram registrados na casa do sacerdote. “Os menores suspeitos pelos crimes foram interrogados e daí eles revelaram que não roubaram, mas que receberam do padre após relações sexuais com ele”, disse Marinho Mendes.

Após depoimentos, o Ministério Público da Paraíba e a Polícia Civil abriram investigações e já confirmaram o envolvimento do padre Adriano José com 10 adolescentes. “Os rapazes entre 12 e 17 anos, disseram que recebiam entre R$ 50 e R$ 200 para se relacionar com o padre. Eles ainda disseram como ocorriam os encontros sexuais e as farras tanto na casa paroquial como em motéis da região. Os menores confirmaram que recebiam também presentes e sempre viajavam com o sacerdote”, comentou o promotor de Justiça.

O MP ainda disse que um material publicitário começou a circular na cidade denunciando o envolvimento do padre com rapazes menores de idade. O escândalo tomou proporção e o padre foi afastado das funções de sacerdote.

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