Não tem a capilaridade nem a expressão eleitoral do PMDB, mas é um partido que embora recém criado, apresentou candidato ao Governo do Estado (Major Fábio), e ao Senado (Leila Fonseca), e que se apresentou bem nos debates e na propaganda eleitoral. O PROS se posicionou a favor de Cássio Cunha Lima (PSDB), que já soma 15 partidos no seu esforço para chegar ao Palácio da Redenção, contra os 12 de Ricardo Coutinho.
O partido foi, o Major Fábio, não. Optou pela neutralidade. Explicou que depois dos embates do 1º turno, não se sentiria bem pedindo votos para o ex-adversário, mas aceitou a decisão do partido. A simpática Leila Fonseca, que obteve 44.627 votos para o Senado (2,56% do total de válidos), será a face do PROS neste 2º turno.
Cássio comemorou o apoio. Numa disputa tão acirrada como está a da Paraíba, tudo o que acrescenta deve ser valorizado. E ele, com a experiência de muitas eleições, sabe disso mais do que ninguém.
A agenda de ontem de Cássio Cunha Lima mostra que sua estratégia para o 2º turno, além da atração de novos apoios, inclui um esforço especial para ampliar a sua vantagem em Campina Grande, onde obteve o dobro dos votos de Ricardo: foram 127.701 (59,82%) a 63.847 (29,91%). Realizou nada menos que 10 comícios relâmpagos em bairros da cidade. Dez discursos em seis horas de atividade. Haja garganta!
O tucano sabe que em Campina ainda há espaço para crescer. Os quatro candidatos da oposição eliminados do 2º turno (Vital do Rêgo, Major Fábio, Tarcio Teixeira e Antonio Radical) conquistaram 21.928 votos na cidade, isso sem falar nos 49.895 votos perdidos: 20.898 nulos, 10.576 em branco e 18.421 que não foram votar. No total, só na terra de Cássio existem 71.823 eleitores que não votaram em Cássio ou Ricardo.
Em João Pessoa, terra de Ricardo Coutinho, os candidatos derrotados receberam 30.750, que adicionados aos em branco, nulos e os que não foram as urnas, representam 115.631 eleitores que ainda podem ser conquistados nos próximos 11 dias.
Apoios como os do PROS e PMDB podem influenciar esses votos? Essa é a crença dos políticos, pois fortalecem perspectiva de vitória. Não é costume adesão a campanha perdida.