A ocupação do plenário por representantes dos servidores públicos estaduais impediu a realização de sessão ordinária na Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (1º). O presidente da ALPB, deputado estadual Adriano Galdino (PSB), recebeu em seu gabinete uma representação dos manifestantes, que disseram que só deixam o local após serem recebidos por secretários estaduais para discutir a Medida Provisória 242 (MP) que congela salários e adia a data-base. Por volta do meio-dia, os manifestantes deixaram o plenário, mas mantiveram a vigília na ALPB.
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Em entrevista coletiva à imprensa, o deputado Adriano Galdino, antes da reunião com os servidores, disse que pediu a desocupação do plenário. Nelson Júnior, que é do comando de greve da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), afirmou que a determinação é permanecer no plenário e não deixar a MP 242 ser cotada enquanto não forem recebidos pelo governo. Porém, no fim da manhã, os manifestantes aceitaram a proposta.
Adriano Galdino afirmou que o Poder Legislativo não pode ficar com os trabalhos paralisados por conta de um protesto de “cerca de 12 servidores públicos estaduais, que impedem a votação de matérias importantes para toda a população”. Ele disse que se houvesse impasse no entendimento, pode tomar “outras providências” para desocupar o plenário.
Por determinação da presidência, o ar condicionado do plenário foi desligado, a segurança foi reforçada ao redor do plenário e também está proibida a ligação de lâmpadas próximo ao local do protesto.
Nelson Júnior falou que os servidores resolveram ocupar o plenário depois da audiência pública para discutir a MP, na tarde desta segunda-feira (29). “Nenhum representante do governo apareceu, numa falta de respeito ao segmentos dos servidores”, queixou-se.
A ocupação foi coordenada basicamente pelos servidores da Universidade Estadual da Paraíba e do Fórum dos Servidores Públicos Estaduais.