Quais são os benefícios da atividade física para idosos?

Em tempos de pandemia, especialistas do Unipê apresentam exercícios mais indicados

Embora a pandemia ainda esteja em voga, a população do planeta tem buscado ter mais saúde. E isso é mais evidente na procura por atividades físicas: desde as coletivas até as individuais, a ideia disso é evitar problemas como sedentarismo e promover saúde. Nesse cenário, especialistas em Educação Física, entre profissionais de outras áreas, reforçam a necessidade de as pessoas idosas praticarem exercícios físicos. Mas por quê?

A OMS aponta vários benefícios da prática de atividade física em idosos. Um que se destaca é a diminuição da mortalidade por todas as causas, inclusive as doenças cardiovasculares. E outros são importantes: reduz a incidência de hipertensão, de alguns tipos de cânceres e do diabetes tipo 2, a saúde cognitiva e o sono, e a adiposidade corporal. Ainda, pode prevenir quedas e lesões relacionadas a elas, o declínio da saúde óssea e da capacidade funcional, e pode diminuir a taxa de gordura corporal e aumentar a força muscular.

“Ao praticar exercícios físicos regularmente os idosos tendem a diminuir seus níveis de triglicerídeos, reduzir sua pressão arterial, aumentar colesterol HDL e a sensibilidade das células à insulina, reduzir gordura corporal, aumentar a massa muscular, diminuir a perda mineral óssea, entre outros diversos fatores positivos”, acrescenta o Prof. Me. Clizaldo Luiz Maroja Di Pace França, de Educação Física do Unipê.

A atividade física regular também é essencial para a saúde mental de idosos: “Ela ajuda na diminuição dos riscos de depressão, reduz a perda cognitiva, controla os níveis de ansiedade e estresse de maneira geral, melhora a autoestima, proporciona sensação de calma e bem-estar e de socialização”, complementa o Prof. Me. Pedro Henrique Marques Lucena, da mesma graduação.

Quais exercícios?

Entre os indicados pelos especialistas, estão o pilates, a dança, a natação, a hidroginástica, a caminhada e a musculação. Na musculação, o que deve ser estimulado, em geral, é a atividade aeróbica de baixo impacto, e de preferência o exercício com pesos para estimular a manutenção da força muscular dos membros superiores e inferiores. Nela, os profissionais da área devem respeitar os limites de cada pessoa.

“Da mesma forma, o equilíbrio e os movimentos corporais devem fazer parte dos programas de atividade física na terceira idade”, salienta Pedro. “A frequência recomendada pela OMS na atividade aeróbica deve ser realizada em períodos de, pelo menos, dez minutos de duração. Para benefícios adicionais de saúde, os idosos devem aumentar a atividade aeróbica de intensidade moderada para 300 minutos por semana ou praticar 150 minutos de treino intenso”, complementa Clizaldo.

Aos idosos que têm mobilidade comprometida, a atividade física deve ser feita três ou mais dias por semana a fim de melhorar o equilíbrio e evitar quedas. E a de fortalecimento muscular, em dois ou mais dias da semana. Agora quando o idoso não puder realizar as quantidades recomendadas de atividade, o professor Clizaldo lembra: é necessário adaptar o treino a sua capacidade e condição física.

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