Retratada em cordel, cantada em versos, acalentada pelos sertanejos, a transposição do Rio São Francisco completa nove anos de idade, quase pré-adolescente. O conjunto da obra beneficiaria grande parte do Cariri, Agreste e Brejo paraibanos, em especial Campina Grande que está literalmente à míngua em se tratando de abastecimento de água.
O tema já tem sido pauta prioritária da bancada federal no Congresso, que intensificou as cobranças com a ascensão de Michel Temer à presidência da República interinamente. Semana passada, a bancada se reuniu com o novo ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, capitaneada pelo tucano Pedro Cunha Lima. O ofício com a cobrança foi assinado por 14 parlamentares – Luiz Couto disse não reconhecer o governo do PMDB e não assinou.
Na terça-feira, Pedro voltou ao ministério. Participou de uma reunião com Barbalho e as construtoras à frente da obra. No frigir dos ovos, as construtoras disseram que tem condições de entregar o caminho principal das águas, até 31 de dezembro deste ano, se o Governo Federal cumprir com a parte dele, ou seja, pague. “Agora, ficará do nosso lado a obrigação de pressionar para que o governo federal possibilite e viabilize a conclusão o quanto antes”, disse o deputado federal.
Como mesmo disse Pedro, não dá para adiar uma obra importante como essa. À coluna, Pedro Cunha Lima disse que o que está faltando seria apenas o pagamento que se dá com a medição e entrega de cada trecho da obra. “O valor que ainda falta para pagamento é de mais ou menos 1 bilhão e 300 mil reais”.
Discurso de CPI
Com a derrubada da liminar que obrigava a Câmara da Capital a instalar a CPI da Lagoa, a oposição já reconhece que a batalha está perdida, mesmo adotando outro discurso, o de que vai recorrer da decisão proferida pelo presidente do TJPB, desembargador Marcos Cavalcanti.
Fórum…
Líder do prefeito Luciano Cartaxo, Marco Antônio voltou a dizer que a CPI tinha objetivo eleitoreiro e que a Câmara da Capital não é “fórum imparcial”, principalmente em período eleitoral para fazer uma discussão desse teor.
…imparcial
“Nós vamos viver uma verdadeira guerra entre oposição e situação [na Câmara]”, disse Marco Antônio. Essa guerra não é novidade.
Pelo contra 1
A vice-governadora Lígia Feliciano, que também é vice-presidente nacional do PDT, disse que a legenda deve se reunir na próxima semana para avaliar os últimos acontecimentos relacionados ao impeachment.
Pelo contra 2
O objetivo, segundo Lígia, é orientar a bancada no Senado e até mesmo unificar, já que houve dissidência no posicionamento.
Afoito
O vereador Raoni Mendes anda tão afoito pela vaga de vice-prefeito, na chapa a ser encabeçada por Cida Ramos, que pode acabar trocando os pés pelas mãos. Já está tão na cara, que virou comentário dos corredores da Câmara. “Todo mundo já percebeu que ele quer porque quer”, disse um vereador.
Livro
O engenheiro Civil Valberto Alves de Azevedo, 63 anos, lança hoje às 18h, na Livraria Leitura do Manaíra Shopping, o livro “A Chave”, que explora conceitos e preconceitos através de um profundo estudo dos textos bíblicos.
Pauta na terça
Devido ao feriado de Corpus Christi as Câmaras Cíveis e Criminal do TJPB só se reunirão na próxima terça-feira. Mais de 342 processos estão na pauta.
Exoneração…
Perguntado se a exoneração de Romero Jucá, que já retornou ao Senado, implicaria em mudanças no processo de impeachment de Dilma Rousseff, Cássio respondeu: “Não há nenhuma razão para tal”
…não muda nada
E completou: “O impeachment ocorreu pelos graves crimes de responsabilidade praticados pela presidente”.