A campanha para prefeito está se aproximando, os quadros estão se definindo e, por enquanto, João Pessoa tem quatro pré-candidatos preparados política e intelectualmente. Ninguém pode negar a experiência política de Manoel Junior (PMDB), Cida Ramos (PSB), Luciano Cartaxo (PSD) e Wilson Filho (PTB).
A campanha em João Pessoa será uma batalha de “gigantes”. Até porque o PSD quer permanecer no poder, o PSB e o PMDB querem voltar e o PTB quer iniciar um ciclo do qual nunca participou na Capital. No cenário atual, os quatro pré-candidatos partem com chances. Uns com menos, outros com mais.
Talvez entre os quatro nomes, Cida Ramos tenha mais preparo intelectual. Conheço-a desde a década de 1980, quando ela participou ativamente do movimento estudantil da UFPB. Cida foi presidente do Diretório Central dos Estudantes. Naquela época, reforçou na Paraíba a luta pelo fim da ditadura que já estava capengando no Governo de João Figueiredo, o último do ciclo militar.
Depois, vieram as mobilizações pelas Diretas Já, a frustração pela derrota da emenda Dante de Oliveira, a torcida por Tancredo Neves, a frustração pela morte dele e pela ascensão de José Sarney… Em todos aqueles momentos, Cida esteve presente. Sou testemunha Ligada ao PC do B, ela mantinha luta permanente com o PT pelo comando do movimento. Hoje, inicia batalha pela Prefeitura de João Pessoa, com chances, assim como os demais nomes. (Adelson Barbosa dos Santos)
Em defesa
O deputado Hervázio Bezerra subiu à tribuna para defender a pré-candidata Cida Ramos, que todos sabem a deficiência dela, mas que deficiências piores do outro lado “irão aparecer”. Também rasgou elogios ao secretário João Azevedo. “É muito difícil um técnico fazer a transição para o político”.
Explicando
Ex-postulante a prefeito da Capital, João Azevedo garantiu que, ao contrário do que se noticiou, ele não teria se negado a ir à festa de aniversário do bairro de Mangabeira. Não foi porque já tinha um evento particular agendado.
AACD
O deputado Bruno Cunha Lima, cujo reduto é Campina Grande, criticou a possibilidade de a AACD vir a fechar e deixar de atender 600 crianças.
Três minutos 1
Presidente da sessão interinamente, o deputado João Henrique precisou interrromper os trabalhos por três minutos para “recompor o quórum”, como ele mesmo disse. Ora, nem em sala de aula há tanta dispersão.
Três minutos 2
É preciso que o presidente da Casa, Adriano Galdino, comece a cobrar a presença ou colocar falta mesmo porque todos sabem os horários de cor.
Placar empacou
Depois dos três minutos, o deputado João Henrique reabriu os trabalhos, mandou zerar o placar eletrônico. E… o placar deu a gota e não registrava o ponto. Quando João disse que o painel não queria abrir por problemas técnicos, alguém gritou do plenário: “Por problemas técnicos ou porque não querem abrir…”.
Cobrança
O líder da oposição, Renato Gadelha, fez um apelo para que os parlamentares não apenas assinem o ponto, mas que participem das sessões. Olha a que ponto chegamos. De se cobrar presença de quem tem que dar exemplo. Difícil…
Consciência
O aparte do líder foi durante o discurso do petista Frei Anastácio que disse que não precisa um policiar o colega, mas é preciso ter consciência.
Louvável
Louvável a postura da deputada Estela Bezerra. Acabou preterida duas vezes, este ano, pelo PSB, na escolha do pré-candidato a prefeito. Em ambas, se comportou partidariamente e sem ressentimento.
Evento
O coordenador do Comitê Estadual de Saúde, juiz Marcos Salles, participou em Brasília do encontro sobre a judicialização do acesso ao SUS.