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Queda de Bra

Nos bastidores é travada uma feroz batalha, em Brasília. O impeachment da presidente Dilma Rousseff, que foi admitido na Câmara dos Deputados há 13 dias, pode ser barrado, freado ou liberado pelo STF, um dos campos de luta entre governistas e oposicionistas.

Os governistas já perderam duas batalhas: a primeira, foi o acolhimento do pedido de impeachment feito pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal. A segunda, foi a eleição da Comissão Especial. Os “generais” de Dilma mobilizaram os líderes partidários, investiram pesado nas bancadas e estavam certos do quórum para garantir um parecer contra seu impedimento. Perderam feio.

A derrota – foram 272 votos contra Dilma e 199 a favor – indicou risco alto. A reversão de apenas 27 votos pela oposição significaria o impeachment. E os governistas correram ao STF para barrar o processo. Conseguiram uma liminar, cujo mérito será decidido amanhã.

O Brasil inteiro poderá acompanhar os argumentos dos advogados da Presidente, dos que representam a Mesa da Câmara, do ministro-relator Luiz Edson Fachin (que foi nomeado em maio pela presidente Dilma, cujos interesses vai julgar) e dos outros 10 ministros do STF.

São três as questões: Dilma espera anular a admissão do pedido de impeachment alegando que não teve direito a defesa prévia. Para o caso de não conseguir, pede que seja anulada a sessão que decidiu, por voto secreto, a composição da Comissão que dará o parecer sobre o caso. Por fim, há a questão de qual casa – Câmara ou Senado – tem o poder para afastar a Presidente. Como já perdeu na Câmara, vai apostar no Senado.

Os governistas investem no STF sem perder de vista o Congresso. O PMDB se prepara para filiações de deputados “Dilmistas”, que tentariam garantir o retorno de LeonardoPicciani, destituído da liderança por ignorar a bancada e seguir as orientações do Planalto. Se o STF decidir anular a eleição da Comissão do Impeachment, será o líder que indicará os oito nomes do partido. Mas oposicionistas também estariam prontos para mudar de sigla e anular a estratégia, mantendo o substituto, Leonardo Quintão.

Nenhuma das partes está de braços cruzados. Amanhã, 11 ministros vão decidir se haverá processo e como será.

Torpedo

”O PPS tem uma posição muito clara, é a favor do “Fora Cunha” e do “Fora Dilma”. Nós entendemos que o Presidente da Câmara não tem condições morais de estar à frente de um dos poderes da República ”.

Do vereador pessoense Bruno Farias, sobre a posição do seu partido, o PPS.

O 5° aumento

Se a Agência de Regulação da Paraíba confirmar o reajuste de 22,61% solicitado pela Cagepa, o preço da água acumulará reajuste de 67,80% no governo Ricardo Coutinho (2011 a 2015), para uma inflação de 35,14%.

Na disputa

A três meses do fim do prazo de filiação partidária para os candidatos as eleições municipais, o presidente estadual do PSDB, Ruy Carneiro reafirma que seu partido terá candidato próprio a prefeito de João Pessoa.

Posse no TCE

Será amanhã, às 16h, a posse solene do novo conselheiro do TCE, Marcos Antonio Costa, que ocupa vaga reservada aos Auditores de Contas. Ele é advogado e entrou no Tribunal há 28 anos, por concurso.

Posse na Junta

Governador Ricardo Coutinho empossa, hoje, o advogado Hilton Souto Maior Neto, na Junta Comercial da Paraíba, com mandato de quatro anos, no cargo destinado à Ordem de Advogados do Brasil, Seccional Paraíba.

Zigue-Zague

O paraibano Aguinaldo Ribeiro é forte candidato a líder do PP na Câmara dos Deputados. Se conseguir, será um aliado de Dilma em posição estratégica.

“O Juiz do Século 21” é tema do Encontro de Diretores de Escolas da Magistratura, em Brasília. A desembargadora Maria das Graças Guedes representa a Paraíba.

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