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Questão de prioridade

O governo do Estado revela preocupação com a conclusão de um viaduto em João Pessoa, o do Geisel, cujo preço é questionado pela CGU. Como é obra em parceria com o governo federal, a liberação dos recursos virou mais um motivo a confrontar lideranças políticas, já que o impeachment mudou a correlação de forças no País e na Paraíba.

A discussão sobre o viaduto do Geisel e quem são os “mocinhos” e os “malvados” nessa história só não deveria desviar atenções – inclusive as do governo do Estado – da crise hídrica que ameaça populações por toda a Paraíba, especialmente os cerca de um milhão de habitantes abastecidos pelo açude de Boqueirão, cujo estoque de água está reduzido a 6,3% de sua capacidade de armazenamento.

A possibilidade de colapso no fornecimento de água para Campina Grande foi admitida pelo ministro Helder Barbalho (Integração), ao revelar o prolongamento da seca – o 6° ano consecutivo. Gravíssimo.

O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues foi ao encontro do ministro, ontem, para relatar o que viu nos canteiros da obra da transposição do São Francisco em Monteiro (PB) e Sertânia (PE), que visitou há alguns dias. Foi lá porque a conclusão do Eixo Leste é onde está a esperança de água para sua cidade. Depois, esteve no Palácio do Planalto, com Rodrigo Maia.

Nos dois encontros a pauta foi a mesma: o aceleramento das obras da transposição e um Plano B que garanta o abastecimento de Campina Grande, no caso das águas do São Francisco não chegarem a tempo de evitar um colapso no fornecimento, que pode acontecer já em janeiro.

As águas do São Francisco, segundo as informações do Ministério da Integração, só chegarão em Monteiro em fevereiro, e só serão liberadas para a Paraíba se a parte que ficou sob a responsabilidade do Estado estiver pronta. Inclui adaptação das barragens no percurso até Boqueirão e saneamento de municípios que poluem o rio por onde passarão. Mais um obstáculo.

Campina é o problema de mais difícil solução pelo tamanho da população, mas a crise hídrica é estadual. E faz mais estrago do que o atraso na conclusão do viaduto, que ganha manchetes em razão do debate político, estimulado muito mais por interesses de grupos do que dos cidadãos. Será que não é possível uma trégua, e esforço conjunto em favor do povo, já que a próxima eleição demora dois anos?

TORPEDO

Vamos preparar nossos prefeitos para governar em um Brasil de muitas dificuldades. Tenho aconselhado pessoalmente alguns prefeitos, porque administrar hoje é uma coisa muito difícil.

Do presidente Ruy Carneiro, sobre o encontro que o PSDB está organizando para os prefeitos eleitos na Paraíba.

Concorrência

Aécio Neves quer passar o comando nacional do PSDB em 2017 para um aliado confiável, o paraibano Cássio Cunha Lima. Se não houver acordo, terá adversário fortíssimo: o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Emendas

A bancada paraibana definirá, hoje, as emendas ao Orçamento 2017. O coordenador, Benjamin Maranhão disse que já há consenso em relação a duplicação da BR-230, do Hospital Sarah e ampliação da UEPB.

Eleição no TJ

Quem será o sucessor de Marcos Cavalcanti na presidência do TJPB? Já saiu no Diário da Justiça o edital que abre as inscrições para candidatos a Presidente, vice-presidente e corregedor-geral no biênio 2017/2018.

Cotação

A eleição foi marcada para o dia 16 de novembro. Os desembargadores interessados poderão se inscrever nos próximos 10 dias. A rádio-corredor coloca o desembargador Fred Coutinho como fortíssimo para presidente.

ZIGUE-ZAGUE

+ Segundo relatório do Conselho Nacional de Justiça, o Poder Judiciário custou R$ 79,2 bilhões aos brasileiros em 2015. O custo médio de um juiz foi R$ 46 mil/mês.

+ O CNJ também revelou que é de nove anos, apenas na fase de execução, o tempo médio de tramitação dos processos. Morosidade a custo altíssimo.

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