O governador Ricardo Coutinho, principal liderança do PSB na Paraíba, comentou sobre o processo de fusão entre o partido e o PSS, anunciado no final de abril pelos presidentes nacionais da legendas, Carlos Siqueira (PSB) e Roberto Freire (PPS). Ele afirmou que não é contra a fusão, mas questionou a forma que ela foi acordada.
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“Eu acho que uma fusão seria completamente possível entre esse dois partidos, agora creio que não se faz isso numa reunião da executiva sem pauta definida anteriormente. Isso é um assunto muito sério. Você não pega a história de dois partidos muito antigos e numa reunião de executiva sem pauta pré-definida se diz ‘vamos fazer a fusão’. Isso não quer dizer que eu, de antemão, seja contra qualquer tipo de fusão”, declarou.
Ricardo Coutinho, que é um dos três governadores de estado do PSB, explicou que precisa “saber quais são as teses que norteiam essa fusão e qual é a postura o partido adotará” para ser a favor da união das legendas.
“É preciso efetivamente construir uma opção da esquerda democrática para esse país. O partido não pode derivar para outras teses simplesmente das mesmices de um conjunto coletivo que hoje acha que a única forma de fazer política é expulsar do cargo quem foi eleito. Isso não vai servir para o Brasil como não serve para a Paraíba” criticou.
A fusão das legendas foi aprovada em reunião da Executiva dos dois partidos e deve ser efetivada em dois meses. A nova legenda nascerá com 45 deputados federais; oito senadores, contando com a entrada da ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy; três governadores; 92 deputados estaduais; 588 prefeitos, sendo quatro de capitais; 5.832 vereadores; e 792 mil filiados.