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Reconhecimento

A base de Ricardo Coutinho na Assembleia é formada por 24 deputados dos 36 que integram a Casa. Tem vários reconhecidamente competentes, alguns validados como corajosos, outros excelentes oradores, e também os com longa história no seu PSB.

Mas, Ricardo preferiu manter Hervázio Bezerra na liderança do governo, parlamentar que dispõe de outras qualidades importantes para o bom desempenho da função: tem postura humilde na medida certa para ser conciliador, é leal e focado.

Ao confirmar Hervázio, Ricardo Coutinho autentica a máxima de que em time que está ganhando não se mexe. Hervázio assumiu o posto com maioria, passou pelo teste do rompimento dos tucanos e da debandada de aliados no período eleitoral de 2014, e foi estrategista na reviravolta que tirou o comando da Assembleia do oposicionista Ricardo Marcelo, quando o governo estava em minoria.

Para quem não lembra, os partidos que apoiaram Ricardo Coutinho elegeram apenas 12 deputados estaduais em 2014. Como recebeu o apoio de dois parlamentares do PMDB, tinha 14 votos contra 22 da oposição. A reeleição do deputado Ricardo Marcelo para a presidência da Assembleia era tida como certa, mas foi derrotado pela ideia de Hervázio de eleição conjunta das duas mesas da legislatura (1° e 2° biênios).

Como a Mesa é formada por nove titulares e quatro suplentes, os integrantes das duas chapas somariam 26 votos, ou seja, mais do que suficientes para a vitória, mesmo com alguma traição. A estratégia resultou nas eleições das chapas lideradas por Adriano Galdino e Gervásio Maia, ambos do PSB.

Eleger o presidente foi importante, mas ainda teve um bônus: possibilitou adesões à bancada governista, que de minoritária passou a majoritária. E antes ou depois, a liderança de Hevázio Bezerra jamais foi questionada por nenhum dos deputados da base, o que indica que mantém boa convivência com seus pares.

O fato de ser psicólogo por formação pode explicar a facilidade de Hervázio ao lidar com as idiossincrasias da política. Conta também com a experiência: exerceu quatro mandatos de vereador de João Pessoa e está na Assembleia desde 2011. Foi general no PSDB com Cícero Lucena e agora está no exército de Ricardo Coutinho, reconhecido e sólido na posição de líder, conforme o anúncio do governador.

TORPEDO

Quem trabalha não tem medo. Vamos continuar fazendo o melhor por João Pessoa, esse é o meu papel. Vamos trabalhar cada vez mais para que a cidade continue nesse processo de avanço. 2018 só em 2018.

Do prefeito Luciano Cartaxo (PSD), sobre a declaração de Gervásio Maia de que a oposição “vai tremer de medo” da chapa do PSB em 2018.

Dispersão

O líder da oposição na Assembleia, Tovar Correia Lima prevê que a proximidade do fim do mandato de Ricardo Coutinho favorecerá debandada da base governista. Pretende fazer sua parte para atrair alguns.

Reajuste

Hoje tem assembleia do Sindifisco; sexta-feira, das esposas, mães e pensionistas de policiais militares e bombeiros. As duas vão discutir arrocho salarial no Estado e reivindicar recomposição do poder de compra.

Luz na folha

O novo presidente do TCE, André Carlos Torres Pontes recomendou aos prefeitos que tornem público os salários dos seus servidores. Lembra que a Lei de Acesso à Informação determina transparência em todas as áreas.

Direito do povo

“Quem é servidor público é servidor do povo, que tem o direito de saber quanto gasta para manter a administração funcionando”, diz o Presidente, que promete divulgar no site do TCE todo acompanhamento das gestões.

ZIGUE-ZAGUE

+ A bancada do PMDB decide hoje quem presidirá a CCJ do Senado, se Edison Lobão, como quer Renan Calheiros, ou Raimundo Lira, apoiado por Eunício Oliveira.

+ A indicação de Alexandre de Moraes para o STF abre disputa pelo Ministério da Justiça. No topo da lista o senador Antonio Anastasia e Ellen Gracie, ex STF.

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