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Reforma difícil

O Senado já marcou votações. Na próxima quarta-feira estará em plenário a PEC que proíbe coligações e institui cláusula de desempenho para partidos. Na Câmara dos Deputados, comissão especial já foi instalada e vai priorizar o financiamento de campanhas e o sistema eleitoral – voto distrital e lista fechada estão no topo. As duas casas prometem trabalhar em sintonia para apressar definições, que teriam como objetivo dar uma resposta ao País e garantir o fi m da crise política.

As intenções pode ser boas, mas o deputado paraibano Pedro Cunha Lima diz que não será fácil aprová-las, especialmente a proposta que acaba com as coligações. No Rede Debate (RCTV, canal 27 da Net e http://rc.tv. br/ao-vivo/ na internet), Pedro Cunha Lima disse que se pudesse extrair uma proposta relevante e de impacto real, entre todas as que estão em debate no Congresso, seria justamente o fi m das coligações. Explica que só na Câmara são 28 partidos, e isso engessa a atividade legislativa.

Para Pedro, o único argumento aceitável para a existência de 35 partidos seria o respaldo ideológico. Sendo o Brasil uma sociedade plural, precisaria acomodar as muitas tendência. O número indica que passamos disso e o que está havendo é a criação de legendas como negócio. Também alerta que algumas coligações, que misturam partidos de extrema esquerda a extrema direita, distorcem a vontade do eleitor, que vota em candidato com quem tem afinidade e, por a aliança ser tão plural, sem saber, termina elegendo um que não lhe representa.

Pedro diz que o grau de dificuldade para aprovação da proposta é alto. E não apenas por pressão de pequenos partidos. Lembra que no ano passado, quando foi submetida ao plenário da Câmara, não conseguiu sequer a maioria simples de votos, e uma Emenda Constitucional precisa de 3/5 da Casa, ou seja 308 votos para ser aprovada. Ele contou que o PSDB só chegou a um consenso depois de muito debate na bancada. Explica que como país continental, as realidades regionais são diferentes.

A mudança ideal para a Paraíba pode não ser a do Rio Grande do Sul. Mas, a consciência de que a governabilidade depende de uma reforma eficiente facilitou a unidade. Que seja esse espírito a comandar as votações.

TORPEDO

Em todos os Estados temos exemplos de partidos diametralmente opostos em termos ideológicos, coligados. E o eleitor vota em um sem saber que está elegendo outro. Então, se pudesse pinçar uma única mudança, que seria pontual mas com impacto, seria o fi m das coligações.

Do deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB), sobre as propostas da nova reforma política, em análise no Congresso.

Sem polêmica

Outro ministro de Michel Temer estará em João Pessoa, hoje. Fernando Coelho Filho (Minas e Energia) não vem a convite de nenhum grupo político, mas de empresários do setor. Vem para conhecer a Energisa.

Cotação

Na “rádio corredor” da Prefeitura diz-se que depois do vice-prefeito Manoel Júnior, o médico José Carlos Evangelista é o mais citado para o cargo de Secretário de Saúde no segundo governo de Luciano Cartaxo.

Atitude

O deputado Jutay Meneses (PRB) está propondo a inclusão no calendário oficial de eventos anuais, da Semana Estadual de Conscientização sobre a Microcefalia. A gravidade e amplitude da doença justifica a iniciativa.

Suspense

Políticos em estado de alerta. MPF e Marcelo Odebrecht concluíram o acordo de delação premiada, extensivo a executivos da empresa. A expectativa é de que, assinado, seja levantado o sigilo sobre revelações.

ZIGUE-ZAGUE

25 mil brasileiros aproveitaram a Lei da Repatriacão para legalizar patrimônio no Exterior. Declararam R$ 169,9 bilhões, mas só US$ 10 bilhões retornaram ao país.

O governo arrecadou com multas e impostos R$ 50,9 bilhões. Os estados vão ficar com R$ 5,48 bi, e os municípios vão dividir R$ 5,7 bi. Boa notícia.

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