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Reinven?

Um senador, três federais e quatro estaduais. À primeira vista, o PMDB teve um bom desempenho a julgar pela circunstância que o levou fazer de um limão uma limonada nessa eleição recheada de surpresas, atipicidades e reviravoltas. O feito, entretanto, não livra a legenda de reconhecer que já não é mais a mesma.

De 1990 pra cá, o velho PMDB de guerra ou esteve governando a Paraíba ou liderando a oposição. Dessa eleição saiu condenado a ser o que as demais legendas são na política estadual: coadjuvante. O PMDB terá que conviver de 2015 pra frente com essa realidade. Dura, para quem se acostumou ao holofote central.

Respeitadas as devidas proporções, está para o cenário paraibano atualmente como DEM, PT e PP, siglas importantes, mas situadas perifericamente e obrigadas a assistir os novos protagonistas da cena, o PSB, no comando do Estado, e o PSDB, com a bandeira principal de contraponto ao governo.

Essa condição obriga o PMDB a se repensar para não descer mais um degrau e se nivelar, de fato, àqueles partidos/apêndices que são procurados apenas para formalização e reforço de alianças, sem o tradicional protagonismo que marcou a trajetória peemedebista nos últimos 25 anos.

Para começar, o PMDB deve renovar seus quadros. Hoje em dia, o partido é associado ao eleitorado mais maduro, gente que acompanha suas lutas e embates de muito tempo. Poucos jovens se identificam com a perfomance, perfil e causas da legenda. No médio prazo, a tendência é ser encarado como ultrapassado.

Outro passo é a rearrumação após o tsunami de 2014, quando praticamente todo o partido optou por deitar em outras camas ao invés de manter fidelidade às próprias candidaturas majoritárias. Um comportamento que revela outro mal: a perda de credibilidade. O trabalho, portanto, tem que ser de revitalização. Por dentro e por fora.

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